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IBGE divulga as Contas Regionais 2003 - 2006

17.11.2008
 
Pages: 1234
IBGE divulga as Contas Regionais 2003 - 2006

Contas Regionais do Brasil – Quase 80% do PIB brasileiro são provenientes de apenas oito das 27 unidades da federação: SP, RJ, MG, RS, PR, BA, SC e DF, mas essa concentração reduziu-se em 1 ponto percentual (ou R$ 23,7 bilhões) entre 2002 e 2006. Nesse período, a região Norte elevou em 0,4 ponto percentual sua participação no PIB do país, enquanto o Sul recuou em 0,6 pp.

Quase 80% do PIB brasileiro são provenientes de apenas oito das 27 unidades da federação: SP, RJ, MG, RS, PR, BA, SC e DF, mas essa concentração reduziu-se em 1 ponto percentual (ou R$ 23,7 bilhões) entre 2002 e 2006. Nesse período, a região Norte elevou em 0,4 ponto percentual sua participação no PIB do país, enquanto o Sul recuou em 0,6 pp.

O Distrito Federal continua tendo o maior PIB per capita (R$ 37.600), quase o triplo da média nacional (R$ 12.688) e bem à frente de SP (R$ 19.548) e RJ (R$ 17.695). Essas são algumas das informações contidas nas Contas Regionais 2006, do IBGE.

A divulgação das Contas Regionais de 2006 pelo IBGE, em parceria com os governos estaduais e a SUFRAMA, dá continuidade ao projeto das Contas Regionais do Brasil, cuja série se inicia em 2002.

Região Norte aumenta sua participação no PIB brasileiro em todos os anos da série

Entre 2002 e 2006, a região Norte elevou sua participação no PIB brasileiro em aproximadamente 0,1 ponto percentual (pp) por ano, avançando 0,4 pp ao longo da série, enquanto as regiões Nordeste e Sudeste avançaram 0,1 ponto percentual, ambas, com oscilações ano a ano. Já o Sul e o Centro-Oeste perderam 0,6 pp e 0,1 pp de participação no período, com pontos de inflexão em 2004 e 2005, respectivamente.

Oito estados concentram cerca de 80% da economia do País

Em 2006, a contribuição das oito unidades da federação que lideram o ranking de participações na economia brasileira somava 78,7%, contra 79,7% em 2002. Esse grupo perde 1 ponto percentual de participação (cerca de R$ 23,7 bilhões, em 2006) entre 2002 e 2006, e os estados intermediários como Espírito Santo, Amazonas, Pará e Mato Grosso mostraram força e avançaram 0,8 pp.

Entre 2002 e 2006, São Paulo e Rio Grande Sul foram os estados que mais perderam participação: de 34,6% em 2002 para 33,9% em 2006 (SP) e de 7,1% em 2002 para 6,6% em 2006 (RS). São Paulo recuperou-se ligeiramente em 2005, sem retornar ao patamar de 2002. Já o Rio Grande do Sul retraiu-se em 2004 e 2005, quando uma forte seca, conjugada à queda de preços dos grãos, reduziu sua participação. O mesmo ocorreu no Paraná, em 2005.

Em 2006, a agropecuária paulista respondia por 2,1% da renda do estado e por 12,8% desta atividade no Brasil, abaixo dos 13,5% verificados no início da série. As culturas de cana de açúcar e de laranja e a criação de bovinos foram responsáveis por cerca de 67% do setor estadual em 2006. A indústria, que responde por 30,2% da economia paulista, teve sua participação na indústria nacional reduzida em 2,9% ao longo da série, ficando com 34,8% de participação em 2006.

Em 2006, o Rio Grande do Sul reduziu pelo terceiro ano sua participação no PIB nacional (7,3% em 2003, 7,1% em 2004 e 6,7% e 6,6% em 2005 e 2006, respectivamente). Embora a agropecuária tenha avançado 3% em relação a 2005, voltando ao patamar do início da série (11% da agropecuária nacional), a indústria e os serviços ainda não voltaram ao patamar alcançado no início da série, 7,5% em 2002 contra 6,5% em 2006 (indústria) e 6,8% contra 6,3% em 2006 (serviços).

Rio de Janeiro e Minas Gerais mantiveram suas posições no ranking, mas suas participações avançaram 0,1 ponto percentual entre 2005 e 2006, influenciadas por suas indústrias, principalmente a extrativa mineral. Já a Bahia, 6º maior PIB em todo o período, viu sua participação voltar ao patamar do início da série (4,1%), com queda de 0,1% entre 2005 e 2006.

Santa Catarina e Distrito Federal foram os únicos a trocarem posição, entre os oitos primeiros estados. A partir de 2003, Santa Catarina passou a ocupar a 7ª posição e o DF, a 8ª, com a perda de participação de 0,1% dos serviços do Distrito Federal no total brasileiro entre 2002 e 2003.

Apesar de continuarem na 9ª e 10ª posições, Goiás e Pernambuco perderam 0,1 ponto percentual de participação. A agropecuária goiana, ainda com grande peso (10,3%) na economia do estado, enfrentou condições climáticas adversas em 2004 e 2005, e perdeu 2,7 pontos percentuais de participação na agropecuária brasileira na série (4,6% em 2006).

A partir de 2004, o Espírito Santo apresentou o 11º maior PIB do país e, depois de Minas Gerais, foi o estado que mais ganhou participação. Isso é explicado pela indústria, que passou a responder por 34% de sua economia em 2006, contra 31,8% do início da série. Pesaram as atividades de pelotização do minério de ferro que vem de Minas Gerais e a extração de petróleo e gás natural, no último ano da série.

Mesmo perdendo posição para Espírito Santo e Mato Grosso em 2004, no ano seguinte o Ceará subiu da 11ª para a 12ª posição, onde permaneceu em 2006. Mas nesse ano sua participação voltou ao patamar de 2002 (2% do PIB nacional).

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