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Análise económica: Governo Lula – Março de 2008

16.05.2008
 
Pages: 123
Análise económica: Governo Lula – Março de 2008

De janeiro de 2003 até março de 2008, o governo Lula obteve uma receita total de 27,16% do PIB (correntes e de capitais), tendo aplicado 30,74% do PIB (correntes e de capitais) como segue: 13,12% (Fazenda); 8,83% (Previdência Social - União e INSS); 1,78% (Saúde); 1,52% (Defesa); 1,25% (Educação); e 4,24% com as demais atividades da União, gerando déficit fiscal nominal de 3,58% do PIB.

 De janeiro de 2003 até março de 2008, apenas com Fazenda (R$ 1.484,6 bilhões, sendo R$ 598,2 bilhões relativos às Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios); Previdência INSS (R$ 756,5 bilhões - com 22,1 milhões de beneficiários) e Custo Total com Pessoal da União - Civis e Militares - Ativos, Inativos e Pensionistas (R$ 536,5 bilhões - com 2.307.610 beneficiários) totalizando R$ 2.777,6 bilhões, comprometeram-se 90,28% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$ 3.076,6 bilhões.

 De janeiro de 2003 até março de 2008 houve aumento das despesas totais (correntes e de capitais) de 1,03% do PIB em relação ao ano de 2002. Aumento real em relação ao PIB de 3,47%. Apesar do aumento global das despesas, devido ao aumento do número de Ministérios, houve redução de algumas despesas importantes, tais como: Saúde (–3,78%); Defesa (-15,08%); Educação (–5,30%).

 De janeiro de 2003 até março de 2008 houve redução das receitas totais (correntes e de capitais) de 2,36% do PIB em relação ao ano de 2002. Redução real em relação ao PIB de 7,99%. 

 De janeiro de 2003 até março de 2008 a União gerou um déficit fiscal nominal de  R$ 404,6 bilhões (3,58% do PIB). 

  A dotação orçamentária das despesas da União do exercício de 2008 é de R$ 960,3 bilhões. Até março de 2008 foi empenhado o montante de  R$ 574,5 bilhões e liquidado R$ 181,3 bilhões, não considerando renegociação de dívidas de R$ 72,0 bilhões até março de 2008.

 Em dezembro de 1994 o estoque da dívida externa líquida da União era de US$ 34,8 bilhões (6,41% do PIB) aumentando para US$ 72,5 bilhões (14,33% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real em relação ao PIB de 123,56% comparado com o ano de 1994. Em março de 2008 diminui para US$ 59,6 bilhões (4,05% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 71,74% comparado com dezembro de 2002, e redução real em relação ao PIB de 36,82% comparado com dezembro de 1994.

 Em dezembro de 1994 o estoque total da dívida externa líquida (pública e privada) era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB) aumentando para US$ 195,7 bilhões (38,68% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real de 95,55% em relação ao PIB comparado com o ano de 1994. Em março de 2008 diminui para US$ 58,9 bilhões (4,00% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 89,66% comparado com dezembro de 2002, e redução real em relação ao PIB de 79,78% comparado com dezembro ano de 1994.

 No conceito de liquidez internacional (inclui empréstimos ponte com FMI) as reservas em dezembro de 2002 eram de US$ 37,8 bilhões (com US$ 21,5 bilhões de dívida com o FMI), sendo as reservas ajustadas de US$ 16,3 bilhões. Em março de 2008 estavam em US$ 195,2 bilhões (sem divida com o FMI), sendo as reservas ajustadas de US$ 195,2 bilhões.

 A dívida total líquida da União (interna e externa) aumentou de R$ 87,8 bilhões (25,13% do PIB) em dezembro de 94 para R$ 1.103,9 bilhões (74,70% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real em relação ao PIB de 197,25% comparado com dezembro de 1994.

 Em março de 2008 aumentou para R$ 1.725,6 bilhões (65,81% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 11,90% comparando com dezembro de 2002, e crescimento real em relação ao PIB de 161,88% comparado com dezembro de 1994.

 Com base em março de 2008, cabe destacar ter o Tesouro Nacional haveres de R$ 420,8 bilhões junto aos Estados e Municípios, sendo que os 5 estados ditos mais ricos da federação devem 73,90% da referida dívida, como segue: SP (41,34%) - MG (11,41%) - RJ (10,37%) - RS (7,64%) - PR (3,14%), além de R$ 195,1 bilhões em haveres junto às Autarquias, Fundos e Fundações, e outros haveres no montante de R$ 402,0 bilhões. Totalizando haveres no montante de R$ 1.017,9 bilhões.

 Com base em março de 2008, do total da dívida da União existia um montante de R$ 363,0 bilhões (13,84% do PIB) sendo carregada pelo Banco Central do Brasil. 

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