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Entidades e cidadãos assinam manifesto de repúdio a bombardeios contra a Síria

16.04.2018
 
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Entidades e cidadãos assinam manifesto de repúdio a bombardeios contra a Síria 

Nós, entidades e indivíduos abaixo assinados, declaramos nosso total apoio ao governo sírio e seus aliados Rússia, Irã e Hezbollah, diante de quaisquer agressões que sofram. Repudiamos com toda a força o bombardeio da Síria, ordenado pelo governo de Donald Trump, que contou com o apoio de seus aliados, França e Inglaterra, utilizando como pretexto falsas acusações.

É inadmissível e cruel um ataque dessa natureza, que coloca o mundo de volta diante da possibilidade de outra grande conflagração internacional. Queremos destacar que o ataque foi realizado sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, ou seja, em desrespeito às leis internacionais.

As recentes movimentações de frota naval norte-americana no Mediterrâneo, carregando imenso poder de fogo e acompanhada de acusações de novo ataque químico em Douma - Ghouta Oriental - elevaram o alerta esta semana de um possível e maciço ataque à Síria. Este se concretizou no dia 14 de abril, quando Damasco sofreu duro ataque de mísseis disparados por EUA, Reino Unido e França. Curiosamente, o ataque surpreendeu a equipe de investigadores da OPAQ - Organização para a Proibição de Armas Químicas - que está em Damasco justamente para investigar a acusação feita pelos EUA de ataque químico supostamente realizado pelo governo. 

A retomada de Goutha Oriental por parte do governo sírio foi estratégia essencial, esperada desde a queda desta região nas mãos de grupos apoiados principalmente por Arábia Saudita (Jaish Al Islam) e Turquia (diversos grupos, compondo o chamado Exército Livre da Síria, no qual se inclui a Ikhuan, Irmandade Muçulmana). A segurança de Damasco, como cidade e como capital e sede do governo, que em março foi alvejada por mais de 1000 mísseis e morteiros lançados desde os bairros sequestrados pelos "rebeldes", dependia totalmente da operação. O Exército Árabe Sírio encontrou ao menos dois laboratórios clandestinos de produção de armas químicas em Goutha Oriental nas mãos da Al Qaeda e impediu que ataques ocorressem durante a libertação da região.

A retomada de um subúrbio composto de várias cidades das mãos de grupos afiliados à Al Qaeda pelo governo da Síria levou os aliados EUA, Inglaterra, França, Turquia, Catar, Arábia Saudita, Jordânia e Israel a reverem suas opções. A luta por procuração, pela qual estes países financiaram, armaram, treinaram e socorreram o wahhabismo terrorista por 7 anos na Síria, pode ter chegado ao fim, ao menos por hora.

Para que alcancem seus objetivos, EUA e aliados da OTAN e das monarquias absolutistas wahhabistas árabes do Golfo Pérsico parecem julgar indispensável a mudança de regime na Síria. Poderíamos aqui levantar as diversas hipóteses do porquê dessa obsessão em derrubar Bashar Al Assad. A disputa pelo transporte ou pela exploração de gás e petróleo (pré-sal mediterrâneo e Golã sírio); a barragem econômica da aliança asiática com a China, chamada também de Nova Rota da Seda; e a expansão do poderio e controle de Israel sobre o Oriente Médio - daí o apoio deste a um Curdistão ao norte da Síria - são possíveis explicações, que devem ser entendidas em seu conjunto. No entanto, a grande desculpa para a intervenção, recorrente durante toda a guerra, continua sendo a alegação de infração de direitos humanos, especialmente pelo suposto e nunca comprovado uso de armas químicas por parte do governo sírio. Mais uma vez, os amigos do Império Anglo-Sionista são perdoados de seus crimes, que não são poucos e, aos inimigos, a lei tenta ser aplicada, na base do ataque de falsa bandeira.

Apelamos a denunciar a natureza criminosa do imperialismo dos EUA e dos seus parceiros europeus e a mobilizar-se perante as embaixadas dos EUA em todo o mundo.

Exigimos que as determinações da ONU sejam respeitadas pela OTAN e seus membros individualmente.

As comunidades árabes na diáspora, bem como os diversos grupos e partidos progressistas, de direitos humanos e de lutas pós-coloniais devem unir-se para pressionar seus governos, imprensa e organismos internacionais a CESSAREM A GUERRA NA SÍRIA E PERMITIREM ÀQUELE PAÍS E SEU SOFRIDO POVO INICIAREM UM NOVO TEMPO, DE RECONSTRUÇÃO, RESTAURAÇÃO DA DIGNIDADE NA REGIÃO E RETORNO AO LAR.

Sábado, 14 de abril de 2018

Oriente Mídia

Cebrapaz

Frente Brasileira de Solidariedade com a Síria

Nova Resistência
Liga Bolchevique Internacionalista (LBI)

Luta pelo Socialismo (LPS)

Claude Fahd Hajjar - Vice Presidente de Fearab América

Lejeune Mihran. Sociólogo, escritor e analista internacional

Babel Hajjar- jornalista e pesquisador

Breno Altman - jornalista e diretor do site Opera Mundi

José Reinaldo Carvalho- Diretor do Cebrapaz e editor do sítio www.resistencia.cc

Alencar Santana - Deputado Estadual

Fuad Achcar - Advogado, diretor da Fearab América, conselheiro da ICARAB e Clube Homs, membro do Nucleo de Cultura Árabe do Esporte Clube Sírio desde sua fundação.

Jamil Mourad- Médico e ex deputado federal, membro da Cebrapaz

Mauro Fadul Kurban- Advogado
Emir Mourad- Engenheiro civil

Eduardo Elias- Presidente da Fearab São Paulo

Jamile Abdel Latif- Advogada
Abdel Latif Hasan Abdel Latif - Médico palestino

Naji Omar Abdellatif - Médico palestino

Antonio Carlos Mazzeo -  Professor

Michel Saccab Filho- Médico, conselheiro e ex-diretor do Esporte Clube Sírio- SP

Reda Soueid- Assessor

Bechara Aziz Ibrahim- Arquiteto

Marlene Jazra Haddad Fahd- Arquiteta

Arminda Borges Latif - Professora aposentada

Ibrahim Muhd Abdel Latif - Engenheiro aposentado, empresário

William Dunne- Redator do Jornal da Causa Operária

André Drumond Ortega- Revista Ópera

Jamile Abdel Latif-  Advogada

Edson Albertão- Militante Frente Brasil Sem Medo

Maria Dolores Zundt- Militante da LPS.
Natalia Forcat- Cartunista

Rafael Chervenski da Silva- Militante do PT

Guilherme da Hora Pereira- Militante do PCdoB

Amyra El Khalili, Economista e Professora

 


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