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A Economia do Brasil Ainda Continua Forte, Mas por Quanto Tempo?

15.12.2008
 
A Economia do Brasil Ainda Continua Forte, Mas por Quanto Tempo?

por Eric Ames

Em meio a informações do mundo todo a respeito de economias em dificuldades, a economia do Brasil vem-se mostrando singularmente forte. De acordo com a Bloomberg, o PIB do Brasil aumentou 6,8 por cento no terceiro trimestre deste ano em comparação com o do ano anterior, acima do crescimento de 6,2 por cento do trimestre anterior em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Considerando-se o estado da economia mundial, esses números são surpreendentes — tão surpreendentes que excederam as expectativas de todos os 31 economistas pesquisados pela Bloomberg. Em comparação com o constante desempenho inferior às previsões dos Estados Unidos, isso é verdadeiramente entusiasmante para o Brasil. Do lado negativo, entretanto, os economistas estão prevendo uma desaceleração da economia do Brasil, e o Morgan Stanley está inclusive prevendo recessão no Brasil, de acordo com a Bloomberg.

Embora falar-se em recessão seja provavelmente um pouco prematuro, o Brasil provavelmente assistirá a substancial desaceleração de seu crescimento. Os economistas citados no artigo da Bloomberg atribuíram aumentos do PIB em 2009 na faixa de 2 a 4 por cento. O artigo também mencionou que certas indústrias no Brasil estavam começando a demitir empregados, o que nunca é bom sinal. Entretanto, as demissões mencionadas de modo algum se aproximam do nível que estamos experimentando aqui nos Estados Unidos. Devemos também lembrar que 31 dos 31 economistas subestimaram o Brasil da última vez e, portanto, por que não poderão fazê-lo novamente?

O Brasil é um país assombroso, com potencial de investimento que vem-me interessando há bastante tempo. O país tem quase todo recurso natural imaginável e está dando largos passos rumo a tornar-se potência mundial. Certamente acho que começaremos a ver uma desaceleração de sua economia, na medida em que pressões externas cobrem seu tributo do Brasil juntamente com do resto do mundo, mas não prevejo recessão. Acredito que o Brasil continuará a crescer, embora em ritmo mais lento do que antes. Na medida em que a economia mundial  comece a reagir, vejo o Brasil decolando novamente.

Ouvimos falar muito das economias BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) mas, dessas quatro, o Brasil parece ser a menos objeto de discussão. A Índia e a China têm suas enormes populações e incríveis números de crescimento, e a Rússia tem suas imensas reservas de petróleo . O Brasil sempre ficou atrás delas em crescimento e em paroxismo de investimentos.

Para mim, entretanto, o Brasil tem tanto potencial quanto os outros, se não mais. Índia e China têm enormes populações, mas também enfrentam alguns enormes problemas, como escassez de água. Elas também são quase totalmente dependentes de outros países para o suprimento de suas necessidades de energia. A Rússia tem água e energia abundantes, mas seu governo é repressor.

O Brasil tem toneladas de água doce, é independente em termos de energia e, embora seu governo não seja perfeito por mais que demos asas à imaginação, continua a melhorar e parece estar na direção certa. Além disso, o fato de o Brasil não ter tido o mesmo tipo de paroxismo de investimentos dos outros países é uma boa coisa para os investidores. No longo prazo, acredito que veremos o Brasil avançar para a cabeça da classe BRIC, e isso poderá acontecer mais cedo do que pensamos.

Fonte: NuWireInvestor.Com

Tradução Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme
zqjxkv@gmail.com


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