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Brasil: Comércio crescente

15.05.2008
 
Pages: 123
Brasil: Comércio crescente

Em março, vendas do varejo cresceram 1,8% e receita nominal, 2,3% - Estas altas foram em relação a fevereiro de 2008, com ajuste sazonal. Em relação a março de 2007, o volume de vendas do varejo cresceu 11,4%, e a receita nominal 16,0%. No trimestre, respectivamente, os indicadores acumularam 12,0% e 16,6% (maiores variações trimestrais da série), e nos doze últimos meses, 10,2% e 13,5%.

O Comércio Varejista do País, volta a registrar alta, neste terceiro mês de 2008, assinalando taxas de 1,8% no volume de vendas e de 2,3% na receita nominal, ambas as variações com relação ao mês anterior (ajustadas sazonalmente). Esses resultados expressam uma recuperação no ritmo de vendas, após a queda no mês anterior, como indicado nas trajetórias dos índices de base fixa e das médias móveis trimestrais. Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 11,4% sobre março do ano anterior e de 12,0% e 10,2% nos acumulados do primeiro trimestre e dos últimos 12 meses, respectivamente. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 16,0%, 16,6% e de 13,5%, respectivamente.

Em março, em sete das dez atividades pesquisadas (tabela 1) houve altas no volume de vendas, na série com ajuste sazonal. Em ordem de magnitude, os resultados foram: Tecidos, vestuário e calçados ( 6,1%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,3%); Combustíveis e lubrificantes (1,7%); Móveis e eletrodomésticos (1,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,4%); Material de construção (1,2%); Veículos e motos, partes e peças (0,2%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,6%).


Já em relação a março de 2007 (série sem ajuste), houve altas no volume de vendas de todas as atividades do varejo cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (9,7%); Móveis e eletrodomésticos (14,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (23,7%); Tecidos, vestuário e calçados (11,9%); Combustíveis e lubrificantes (5,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,6%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (24,8%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (7,1%) .

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo mesmo com resultado abaixo da média (alta de 9,7% no volume de vendas em relação a março do ano anterior), foi responsável pela principal contribuição (44,1%) da taxa global do varejo. Os acumulados no ano e nos últimos 12 meses foram de 8,9% e 6,9%, respectivamente.


A atividade de Móveis e eletrodomésticos (14,3% no volume de vendas em relação a março do ano passado), foi o segundo maior impacto na formação da taxa do Comércio Varejista, sendo responsável por 19% da sua magnitude (Tabela 3). No acumulado do ano a taxa foi de 17,3% e nos últimos 12 meses de 14,9%.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com o terceiro maior impacto na formação da taxa do varejo, obteve variação de 23,7% no volume de vendas em relação a março de 2007, sendo responsável por 16% da taxa geral. Englobando segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., esta atividade vem tendo seu desempenho impulsionado também pela melhoria do quadro geral da economia. O acumulado do ano foi da ordem de 26,9% e o acumulado dos últimos 12 meses, registrou variação de 23,9%.

A quarta maior contribuição para o resultado positivo do varejo, em março, coube ao segmento de Tecidos, vestuário e calçados, que expandiu o volume de vendas em 11,9% com relação a igual mês do ano anterior. Resultado este que pode ser explicado pelo bom desempenho da economia brasileira como um todo e o lançamento de coleção outono-inverno. A atividade acumulou no ano e nos últimos 12 meses variações de 13,3% e 11,9%, respectivamente.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes, com 5,5% de variação do volume de vendas na relação março08/março07, respondeu pela quinta maior contribuição à taxa do varejo. No acumulado no ano, a taxa de variação chegou aos 5,3% e nos últimos 12 meses, 5,2%. Atribui-se este comportamento à estabilidade de preços dos combustíveis, conjugada com a melhoria das condições econômicas do País.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a sexta maior participação na taxa global do varejo, apresentou crescimento de 9,6% na comparação com março de 2007 e taxas acumuladas de 13,2% para o primeiro trimestre e de 10,8% nos últimos 12 meses. A expansão da massa de salários junto com a diversificação do mix de produtos comercializados e a ampliação das vendas dos produtos genéricos, são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

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