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Produção industrial cresce em sete das 14 regiões pesquisadas, em Agosto

13.10.2009
 
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ESPÍRITO SANTO - Em agosto de 2009, a produção industrial do Espírito Santo, ajustada sazonalmente, avançou 6,0% frente o mês de julho, segunda taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período expansão de 16,1%. Com isso, o índice de média móvel trimestral também mostrou crescimento (4,5%) entre julho e agosto e manteve a trajetória ascendente iniciada em abril.

No confronto com agosto do ano passado, o índice geral recuou 10,9%, pressionado em maior magnitude pela queda do setor extrativo (-26,4%), seguida da indústria de transformação (-3,1%). Neste último segmento, as pressões negativas vieram da metalurgia básica (-7,4%) e de minerais não metálicos (-16,5%). Por outro lado, as taxas positivas foram assinaladas pelos setores de alimentos e bebidas (7,2%) e celulose e papel (3,6%).

A produção acumulada no ano recuou 25,6% frente a janeiro-agosto do ano passado, pressionada pela queda em todos os ramos investigados, com destaque para as perdas vindas da indústria extrativa (-45,1%) e de metalurgia básica (-30,2%). A taxa anualizada manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2008 (14,1%), atingindo uma taxa de -20,8% em agosto.

RIO DE JANEIRO - Em agosto de 2009, o índice da produção industrial do Rio de Janeiro ajustado sazonalmente recuou 0,9% frente a julho, primeiro resultado negativo desde fevereiro último (-1,5%). Vale destacar que neste período o setor acumulou ganho de 10,0%. Com estes resultados, o índice de média móvel trimestral avançou 0,9% na passagem dos trimestres encerrados em julho e agosto e manteve a trajetória ascendente iniciada em março.

Em relação a agosto de 2008, o setor industrial fluminense recuou 2,8%, décima taxa negativa consecutiva, explicado sobretudo pela contribuição negativa vinda da indústria de transformação (-5,9%), uma vez que o setor extrativo (10,0%), por conta da maior extração de petróleo, manteve a sequência de resultados positivos iniciada em abril de 2008. Na indústria de transformação, onde nove das doze atividades assinalaram queda na produção, o impacto mais significativo sobre a média geral veio de veículos automotores (-23,6%). Também vale destacar o desempenho negativo de alimentos (-12,8%), minerais não-metálicos (-14,4%) e outros produtos químicos (-9,0%). Por outro lado, os três ramos que apontaram expansão na produção foram farmacêutica (13,6%), bebidas (4,5%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (9,3%).

No indicador acumulado janeiro-agosto, frente igual período de 2008, a indústria fluminense recuou 7,0%, influenciada sobretudo pela queda em nove dos treze ramos investigados. A principal contribuição negativa sobre a média da indústria permanece vindo da metalurgia básica (-24,6%). A taxa anualizada, ao recuar 4,8%, mantém a trajetória descendente iniciada em setembro do ano passado (3,5%).

SÃO PAULO - Em agosto, a indústria de São Paulo avançou 2,5% frente a julho, na série ajustada sazonalmente, segunda taxa positiva consecutiva, acumulando aumento de 4,4%. O índice de média móvel trimestral (1,1%) mantém trajetória positiva há seis meses, acumulando ganho de 6,6% nesse período.

No índice mensal, a redução de 6,9% pode ser explicada pelo desempenho negativo de onze dos vinte ramos investigados, com máquinas e equipamentos (-27,4%), veículos automotores (-13,9%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-36,2%) e metalurgia básica (-25,1%) exercendo as contribuições mais relevantes na formação da taxa geral. Por outro lado, farmacêutica (10,6%), outros produtos químicos (5,6%) e alimentos (3,3%) apontaram as principais pressões positivas.

A produção acumulada no período janeiro-agosto caiu 13,1%, pressionada em grande parte pelos decréscimos em quatorze segmentos, cabendo a máquinas e equipamentos (-33,1%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-57,2%), veículos automotores (-20,8%) e metalurgia básica (-33,3%) as contribuições negativas de maior peso na média geral da indústria. O indicador acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde julho de 2008, atingiu -9,2% em agosto.

PARANÁ - A produção industrial do Paraná ficou estável (0,0%) em agosto frente ao mês imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais, após crescer 17,0% em julho. O índice de média móvel trimestral, com aumento de 1,4% entre agosto e julho, interrompeu sequência de três meses de resultados negativos, quando acumulou perda de 7,6%.

No índice mensal (-0,9%), oito das quatorze atividades pesquisadas reduziram sua produção em relação a agosto do ano passado, com a contribuição mais relevante na formação da taxa geral vindo de veículos automotores (-34,1%) e, em menor medida, de máquinas e equipamentos (-10,3%) e madeira (-22,8%). Os principais impactos positivos foram observados em edição e impressão (54,9%), outros produtos químicos, com o crescimento de 90,9% influenciado por uma base de comparação deprimida, e refino de petróleo e produção de álcool (24,4%).

O indicador acumulado no ano ficou em -5,2%, com nove ramos influenciando negativamente o resultado geral. As principais contribuições vieram de veículos automotores (-34,2%), máquinas e equipamentos (-20,9%) e madeira (-25,1%). A principal pressão positiva veio de edição e impressão (78,8%). O índice acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde março deste ano, atingiu -1,9%.

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