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Produção industrial cresce em sete das 14 regiões pesquisadas, em Agosto

13.10.2009
 
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Produção industrial cresce em sete das 14 regiões pesquisadas, em Agosto

Entre julho e agosto deste ano, na série ajustada sazonalmente, entre as sete áreas com aumento de produção, seis obtiveram taxas superiores à média nacional (1,2%): Pernambuco (7,4%), Espírito Santo (6,0%), Bahia (5,7%), região Nordeste (3,9%), São Paulo (2,5%) e Rio Grande do Sul (1,9%).

Com aumento de produção figura, ainda, Amazonas (1,2%), ficando as indústrias de Minas Gerais e do Paraná com crescimento nulo (0,0%). Já Goiás (-6,5%), Pará (-2,8%), Santa Catarina (-1,7%), Ceará (-1,1%) e Rio de Janeiro (-0,9%) registraram queda nessa comparação.

Frente ao igual mês do ano anterior, os resultados de agosto foram negativos em 13 dos 14 locais pesquisados, sendo Goiás o único com resultado positivo (3,2%). A maioria (8) registrou quedas menos intensas que a média nacional (-7,2%): Paraná (-0,9%), Pernambuco (-1,3%), Rio de Janeiro (-2,8%), Amazonas (-3,8%), região Nordeste (-4,8%), Rio Grande do Sul (-5,7%), Bahia (-6,1%) e São Paulo (-6,9%). Os recuos mais elevados foram registrados em Minas Gerais (-13,7%), Pará (-11,0%), Espírito Santo (-10,9%), seguidos por Santa Catarina (-9,9%) e Ceará (-9,1%).

Ao longo de 2009, a produção nacional avançou de forma permanente. Segundo o índice mês/mês imediatamente anterior, a indústria nacional cresceu desde janeiro, acumulando até agosto expansão de 13,5%. Onze dos quatorze locais também mostraram saldo positivo nessa comparação, com Espírito Santo (26,7%) e Minas Gerais (21,3%) apontando as trajetórias mais vigorosas, enquanto Amazonas (-0,1%), Pará (-1,4%) e Ceará (-1,9%) foram os locais com perdas no mesmo período.

O indicador acumulado janeiro-agosto, frente a igual período de 2008, mostrou queda na produção em todas as regiões, com quatro recuando em ritmo mais acentuado que a média nacional (-12,1%): Espírito Santo (-25,6%), Minas Gerais (-19,6%), Amazonas (-14,1%) e São Paulo (-13,1%), este último com a estrutura industrial mais diversificada e de maior peso. A perda de dinamismo nesses locais está relacionada à redução das vendas externas e ao intenso ajuste de produção, especialmente no setor de bens duráveis (automóveis e eletroeletrônicos). As demais taxas variaram entre os -2,3% em Goiás e -11,8 no Rio Grande do Sul.

AMAZONAS - Em agosto de 2009, a produção industrial do Amazonas avançou 1,2% na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, segunda taxa positiva, acumulando ganho de 4,9%. O índice de média móvel trimestral aumentou 1,2%, mantendo sequência de quatro taxas positivas, com ganho acumulado de 8,9%.

No confronto agosto 09/ agosto 08, cinco dos onze segmentos contribuíram negativamente para a redução de 3,8% na média global, com destaque sobretudo para outros equipamentos de transporte (-23,8%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-13,1%). Em sentido contrário, os principais impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (18,1%), edição e impressão (22,4%) e máquinas e equipamentos (21,8%).

O índice acumulado no ano ficou em -14,1%, com recuo em seis das onze atividades pesquisadas. O indicador acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde setembro (8,3%), atingiu, em agosto, -9,3%.

PARÁ - A produção industrial do Pará, em agosto, recuou 2,8% na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, segunda taxa negativa consecutiva. Ainda assim, o índice de média móvel trimestral avançou 1,9%, segunda taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período ganho de 2,6%.

O índice agosto 09/agosto 08 apresentou redução de 11,0%, com quatro dos seis setores pesquisados apontando queda na produção. A maior contribuição negativa sobre a média geral veio da indústria extrativa (-18,7%), com destaque para o decréscimo em minérios de ferro e de alumínio. Os segmentos de madeira (-38,9%) e minerais não metálicos (-21,0%) também exerceram pressões negativas relevantes. Por outro lado, os resultados positivos foram observados na metalurgia básica, com expansão de 5,0%, e em celulose e papel (8,7%).

No indicador acumulado para janeiro-agosto, a taxa global de -7,9% refletiu o desempenho negativo da maioria (cinco) das seis atividades pesquisadas. O indicador acumulado nos últimos doze meses, com queda de 4,3%, se mantém em trajetória declinante desde novembro do ano passado, com perda de 1,8 pontos percentuais em relação a julho (-2,5%).

NORDESTE - Em agosto, a produção industrial do Nordeste ajustada sazonalmente avançou 3,8% em relação ao mês imediatamente anterior, após ter registrado queda de 2,5% em julho. O índice de média móvel trimestral cresceu 1,4%, e acumula ganho de 2,2%, nos últimos dois meses.

No confronto com agosto de 2008, a indústria nordestina recuou 4,8%, assinalando o décimo primeiro resultado negativo seguido. Dos onze setores pesquisados, nove apresentaram queda na produção, com destaque para produtos químicos (-10,0%). Em seguida, vale citar também, máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-41,4%) e metalurgia básica (-10,7%). Por outro lado, refino de petróleo e produção de álcool (3,9%) e minerais não metálicos (2,4%) foram os impactos positivos.

No indicador acumulado no ano, a produção nordestina recuou 8,9%, com todas as atividadesindustriais mostrando queda. O indicador acumulado nos últimos doze meses passou de -6,1% em julho para -6,6% em agosto e continua em trajetória decrescente (4,4%), desde setembro de 2008.

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