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Inflação desacelera no Brasil e é a menor entre países do Bric

13.08.2008
 
Inflação desacelera no Brasil e é a menor entre países do Bric

A inflação atual é mundial e trata-se do maior choque de preços de commodities desde o final dos anos 70, segundo avaliação do Ministério da Fazenda. Apesar disso, no Brasil, ela é moderada e está desacelerando. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de julho apresentou variação de 0,53%, 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de junho (0,74%). A expectativa do mercado para o IPCA neste ano também caiu e, segundo o boletim Focus, do Banco Central, passou de 6,54% para 6,45%, cedendo para abaixo do teto da meta, que é de 6,5%.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na segunda-feira (11) que está satisfeito com a redução da inflação em praticamente todos os índices de atacado e varejo. Para o ministro, esse cenário é um reflexo do processo de reversão na alta das commodities, e faz com que a inflação no futuro volte mais rapidamente para o centro da meta (4.5% a.a). “Mas isso não significa que devemos descuidar dessa questão”, lembrou o ministro. “O governo continuará empenhado em controlar a inflação porque ela sempre pode voltar e se difundir”, afirmou Mantega na saída da reunião do Conselho de Administração da Petrobras, em Brasília. Segundo ele, as políticas monetária e fiscal manterão a inflação sob controle e levarão a inflação para patamares mais próximos do centro da meta a partir de 2009.

Ipea - Para o diretor adjunto de macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Renault Michel Barreto e Silva, os números recentes já apontam para um processo de acomodação da inflação, permitindo supor que o surto inflacionário chegou ao seu limite. “Uma primeira avaliação parece demonstrar que o pior já passou e a expectativa é de que não conviveremos com novos solavancos, pelo menos ao longo do segundo semestre de 2008”, disse .

Entre as medidas de combate à inflação adotadas pelo governo estão o estímulo ao investimento, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Política de Desenvolvimento Produtivo; a elevação da taxa de juros; o aumento da meta de resultado primário em 0,5% PIB; restrições à expansão do crédito ao consumidor (elevação do IOF, compulsório sobre leasing), liberalização de importações (lista de exceção – Imposto de Importação) e desoneração tributária (Cide, PIS-Cofins e AFRMM).

Segundo apresentação feita por Guido Mantega na semana passada, o Brasil é o único país que está com a inflação dentro de sua meta e o ritmo de aceleração por aqui (variação de 2,4% a.a) é semelhante ao dos Estados Unidos (2,3 % a.a) e ao da área do Euro (2,1% a.a). Além disso, a inflação no Brasil é a menor entre os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

Alimentos - O diretor do Ipea explica que, no caso da economia brasileira, a pressão inflacionária está concentrada no item alimentos. “Na cartade conjuntura do Ipea de junho de 2008, foi informado que a inflação deste item variou em maio (acumulado em 12 meses) mais que 14,5%, percentual muito superior à inflação esperada. Entendemos que o melhor caminho pra enfrentar este problema é tentar garantir o aumento da oferta de alimentos para aliviar essa pressão.”
Aumentar a oferta de alimentos é um dos objetivos do Plano Safra 2008/2009, lançado no mês passado.
“Se tem um país que pode reagir, fortemente, ao problema mundial, é o Brasil. O Brasil já é 1º colocado em vários itens de produtos agrícolas, vamos ser ainda mais”, afirmou Mantega.

Entre junho de 2007 e junho deste ano a inflação total acelerou de 3,7% para 6,1%, sendo que a inflação de alimentos precipitou-se de 6,6% para 15,8% e a inflação dos demais itens acelerou de 2,9% para 3,5%.

Indexação - Quanto ao perigo de haver reajuste automático de valores com base em indicadores de preço, Barreto e Silva avalia que “o risco de volta da indexação é muito pequeno tendo em vista que a questão inflacionária na economia brasileira é um fantasma que superamos há mais de uma década”.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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