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Granadeiro apresenta África Tel

13.08.2007
 
Granadeiro apresenta África Tel

O presidente-executivo da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, apresenta hoje (13) um novo projecto de telecomunicações em língua portuguesa : África Tel. Em entrevista ao semanário Expresso, o chefe da Portugal Telecom afirmou que a idéia é que essa operadora seja capaz de atender 200 milhões de pessoas em Portugal, Brasil e África.

 Sobre a eventual venda para a Telefónica da participação do grupo português na operadora celular brasileira Vivo, o executivo afirmou que "tem havido conversas, não houve um acordo".

 Ele acrescentou que "quando numa partilha de 50/50 entre iguais, um dos parceiros quer fazer uma oferta de compra, deve fazê-lo no pressuposto de que o preço é justo para comprar e para vender".
"Se a Telefónica quiser fazer uma oferta neste pressuposto, pode fazê-lo amanhã. Nesta matéria, não aceito que a Portugal Telecom seja tratada como subalterna porque os 50 por cento da Telefónica são exatamente iguais aos da Portugal Telecom", disse Granadeiro.

Segundo o Diário Económico Granadeiro anuncia a nova ‘holding’ para as participações africanas, que terá entre os parceiros um ‘private equity’ e que deixa de fora a Médi Telecom.

A busca de um parceiro partiu do objectivo de conseguir um aliado que, além de músculo financeiro, conheça o mercado africano e se movimente bem em termos políticos para poder ser uma mais-valia para os objectivos de crescimento da operadora no continente. O projecto deverá permitir cotar a nova empresa em bolsa num período de três a cinco anos.

Até lá, a prioridade será reorganizar a carteira de activos e tentar transformar em posições de controlo as participações hoje detidas, quase todas minoritárias. Um dos principais testes será a Unitel, maior operadora móvel de Angola, onde a PT tem 25%. Aqui, o objectivo é convencer os accionistas maioritários a trocarem as suas acções por uma participação na nova ‘holding’.

Angola ganha, assim, um papel fundamental na estratégia de Granadeiro, de resto um sinal que o CEO já tinha dado em entrevista à Visão quando referiu que “os grandes operadores pan-africanos têm o epicentro na África do Sul ou nos países do Médio Oriente, mas acreditamos num novo operador pan-africano, com epicentro noutras geografias, como em Angola”.

Embora a futura ‘holding’ agregue apenas as posições subsarianas – não incluindo, por exemplo, a operação em Marrocos, detida com parceiros locais e com a Telefónica – Granadeiro também tem objectivos para outras geografias do Mediterrâneo, como disse ao Público em Março.

África Tel era o nome previsto para a nova ‘holding’, mas questões de última hora, relacionadas com o registou da sociedade, podem obrigar Granadeiro a fazer outra escolha.África é um


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