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Brasil: Emprego na indústria varia 0,1% em março

13.05.2008
 
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Brasil: Emprego na indústria varia 0,1% em março

Indicador ficou estável na comparação mês sobre mês imediatamente anterior, na série sem os efeitos sazonais. Na comparação março 08/ março 07, o pessoal ocupado cresceu 2,9% e, no acumulado do ano, 3,0%. Os indicadores da folha de pagamento real mostraram altas de 2,7% na relação mês/mês imediatamente anterior, série ajustada, 8,7% na comparação com março/07 (abrangendo todos os 14 locais pesquisados) e 6,4% na comparação com igual trimestre do ano anterior.

PESSOAL OCUPADO ASSALARIADO

Em março, o emprego industrial apresentou variação de 0,1% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Na comparação com igual mês do ano anterior, o pessoal ocupado cresce há vinte e um meses consecutivos, atingindo 2,9% frente a março de 2007. No fechamento do primeiro trimestre do ano, o aumento foi de 3,0% em relação a igual período do ano passado. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ficou praticamente estável entre fevereiro (2,5%) e março (2,6%).

O indicador de média móvel trimestral apresentou ligeira variação positiva (0,2%), após ficar estável nos dois últimos trimestres.

O crescimento de 2,9% no índice mensal decorreu do avanço, sobretudo, registrado em onze dos quatorze locais e doze dos dezoito segmentos pesquisados. Os locais responsáveis pelos principais impactos positivos foram: São Paulo (4,4%), Minas Gerais (3,6%), região Nordeste (3,0%) e região Norte e Centro-Oeste (3,2%). Na indústria paulista, entre os onze ramos que aumentaram o número de pessoas ocupadas, máquinas e equipamentos (14,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (20,3%) e meios de transporte (12,3%) exerceram as influências mais importantes no índice geral. Na indústria mineira, alimentos e bebidas (7,5%) e meios de transporte (16,2%) foram os destaques entre os onze segmentos com resultados positivos. Nas regiões Nordeste e Norte e Centro-Oeste, o aumento do emprego foi observado, predominantemente, em alimentos e bebidas, com 4,1% e 10,4%, respectivamente. Em sentido contrário, as pressões negativas vieram dos seguintes locais: Espírito Santo (-1,9%), Santa Catarina (-0,3%) e Ceará (-0,1%).

Ainda no confronto março 08/ março 07, no total do país, os principais impactos positivos vieram de máquinas e equipamentos (15,2%), meios de transporte (11,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (14,3%) e alimentos e bebidas (3,1%), enquanto, em sentido oposto, calçados e artigos de couro (-12,1%), vestuário (-4,2%) e madeira (-9,0%) exerceram as pressões negativas mais significativas.

No fechamento do primeiro trimestre de 2008 (3,0%), onze locais e onze ramos aumentaram o contingente de trabalhadores. No âmbito nacional, destacaram-se positivamente: máquinas e equipamentos (14,3%), meios de transporte (11,1%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,7%). No corte regional, São Paulo (4,5%), região Nordeste (3,2%) e Minas Gerais (3,1%) exerceram as principais pressões positivas. A principal pressão negativa veio do Espírito Santo (-2,8%). Setorialmente, os destaques negativos foram calçados e artigos de couro (-11,3%) e vestuário (-4,0%).

Os índices de emprego mostram desaceleração entre os resultados do quarto trimestre de 2007 (3,5%) e do primeiro de 2008 (3,0%). Vale recordar que as contratações na indústria se concentram, tradicionalmente, no último trimestre do ano e que, em 2007, o resultado de 3,5% foi o segundo mais elevado da série, ficando abaixo do índice para o quarto trimestre de 2004 (4,1%). Assim, a taxa do primeiro trimestre de 2008 foi a terceira mais elevada da série do indicador trimestral e mostra que o nível do emprego na indústria permanece em patamar elevado. O movimento de redução no ritmo de crescimento deste indicador foi observado em dez setores e em sete locais, com destaque para: têxtil (de 0,8% para –4,1%), madeira (de –5,3% para –7,9%) e calçados e artigos de couro (de –9,1% para –11,3%), entre os ramos; e Paraná (de 4,9% para 2,9%), Santa Catarina (de 1,5% para 0,0%) e São Paulo (de 5,6% para 4,5%), entre as áreas investigadas.

Em síntese, os índices de março revelam um quadro positivo do emprego industrial, mas marcado por um menor ritmo de crescimento. Na série livre de influências sazonais, a média móvel trimestral apresentou variação positiva após dois trimestres de estabilidade. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o pessoal ocupado cresce há cinco períodos consecutivos, mas apresentou significativa redução na velocidade de crescimento ao registrar 0,2% no primeiro trimestre do ano frente ao último de 2007 (1,1%).

NÚMERO DE HORAS PAGAS

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, em março, apresentou queda de 0,9% em relação a fevereiro, na série livre dos efeitos sazonais, após crescer 1,7% no mês anterior. O indicador de média móvel trimestral assinalou a segunda variação positiva consecutiva (0,2%), acumulando acréscimo de 0,6% entre os trimestres encerrados em março e janeiro.

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