Pravda.ru

Negόcios

Brasil: Recuo na indústria

12.06.2010
 
Pages: 12345
Brasil: Recuo na indústria

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE

Base: Abril de 2010

Em abril, indústria recua em 7 dos 14 locais investigados

Entre março e abril, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostraram recuos em 7 dos 14 locais investigados, uma estabilidade e seis locais com expansão da produção. A perda mais acentuada foi registrada pelo Paraná (-14,7%). Amazonas (-4,2%), Rio de Janeiro (-3,4%), Pernambuco (-2,6%), Espírito Santo (-1,9%) e Rio Grande do Sul (-1,1%) também registraram quedas superiores à média global (-0,7%), enquanto a Bahia (-0,3%) teve recuo menor que a média.

Por outro lado, o maior crescimento da produção industrial ficou com Goiás (4,5%), seguido por Ceará (2,5%), Pará (1,3%), Minas Gerais (0,8%), São Paulo (0,5%) e Santa Catarina (0,1%). A região Nordeste (0,0%) repetiu o patamar do mês anterior.

No confronto com abril de 2009, todos os 14 locais registraram crescimento. As expansões mais acentuadas e acima da média nacional (17,4%) ocorreram no Amazonas (34,1%), Espírito Santo (29,8%), Goiás (27,9%), Minas Gerais (25,0%), Bahia (24,0%), Pernambuco (23,6%), região Nordeste (20,5%) e São Paulo (17,5%).

No acumulado nos quatro primeiros meses de 2010, frente a igual período do ano anterior, todos os locais também mostraram crescimento na produção. Com avanços acima dos 18,0% registrados na indústria nacional, situaram-se Espírito Santo (40,3%), Amazonas (32,7%), Goiás (26,9%) e Minas Gerais (25,1%).

Da mesma forma, todos os 14 locais mostraram aceleração do ritmo produtivo na passagem do último quadrimestre de 2009 para o primeiro de 2010, sempre em comparação com iguais períodos do ano anterior, com destaque para o ganho do Amazonas, que passou de 1,4% no último quadrimestre de 2009 para 32,7% nos quatro primeiros meses deste ano, Espírito Santo (de 11,1% para 40,3%), Minas Gerais (de 1,2% para 25,1%), Goiás (de 5,1% para 26,9%) e São Paulo (de 1,0% para 18,0%).

Amazonas

Em abril, a produção industrial do Amazonas recuou 4,2% na comparação com o mês imediatamente anterior1, após ter crescido de 9,8% em março. Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral repetiu em abril o patamar de março e mantém crescimento há 12 meses, acumulando nesse período ganho de 32,9%.

Em relação a abril de 2009, o avanço de 34,1% foi a sexta taxa positiva consecutiva, com crescimento em 10 dos 11 segmentos. Os destaques foram material eletrônico e equipamentos de comunicações (51,0%) e alimentos e bebidas (63,3%). Vale citar também as pressões positivas de máquinas e equipamentos (49,3%), borracha e plástico (147,9%) e outros equipamentos de transporte (12,4%). O único impacto negativo veio de edição e impressão (-1,1%).

O acumulado no primeiro quadrimestre de 2010 foi de 32,7%, superior ao de igual período do ano passado e bem acima do observado no último quadrimestre de 2009 (1,4%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. No acumulado em 2010, nove ramos mostraram taxas positivas, com as principais influências vindo de alimentos e bebidas (44,8%) e de material eletrônico e equipamentos de comunicações (41,1%), seguidos por máquinas e equipamentos (77,6%) e outros equipamentos de transportes (25,0%). As duas pressões negativas vieram de edição e impressão (-3,7%) e de produtos químicos (-17,3%).

O acumulado nos últimos 12 meses, em trajetória ascendente desde outubro do ano passado (-11,2%), atingiu 6,8% em abril, resultado mais elevado desde os 7,1% de outubro de 2008.

Pará

A indústria do Pará avançou 1,3% em abril frente a março, quinta taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período ganho de 10,3%. A média móvel trimestral ampliou em 1,5% o patamar registrado no mês anterior e registrou o sexto crescimento consecutivo nesse tipo de confronto.

No confronto com abril de 2009, o setor industrial paraense avançou 14,6%, taxa mais elevada desde os 17,3% registrados em novembro de 2006, explicada sobretudo pelo desempenho positivo de cinco dos seis ramos pesquisados, com destaque para os setores extrativo (27,7%) e de alimentos e bebidas (29,4%). O único impacto negativo veio do setor de madeira (-23,9%).

No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, houve expansão de 9,4%, após as quedas observadas no primeiro (-6,8%), segundo (-8,9%) e terceiro (-6,0%) quadrimestres de 2009, todas as comparações contra igual período do ano anterior. Para esse indicador, quatro dos seis ramos pesquisados mostraram taxas positivas, com destaque para indústria extrativa (19,6%). Vale citar também os resultados de minerais não metálicos (34,1%) e de alimentos e bebidas (14,6%). Por outro lado, metalurgia básica (-4,4%) e madeira (-13,8%) exerceram as duas pressões negativas.

A taxa anualizada, acumulado nos últimos 12 meses, em trajetória ascendente desde novembro do ano passado (-7,9%), atingiu -2,4% em abril, queda menos intensa desde junho de 2009 (-1,2%).

Nordeste

A produção industrial do Nordeste ficou estável (0,0%) em abril, na comparação com março, após cinco meses seguidos de expansão, período em que acumulou ganho de 7,4%. Com esses resultados, a média móvel trimestral avançou 0,9%, 11ª taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 14,5%.

Pages: 12345

Loading. Please wait...

Fotos popular