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Brasil: Estabilidade no emprego industrial

11.11.2008
 
Pages: 123
Brasil: Estabilidade no emprego industrial

Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário – Fonte IBGE Base: Setembro de 2008

Em setembro, emprego industrial varia 0,1%

Pelo segundo mês consecutivo, taxa permaneceu estável (0,1%), na passagem de agosto para setembro, já descontados os efeitos sazonais. Ainda assim, a média móvel trimestral mostrou ganho de 1,1% entre junho e setembro de 2008. Na comparação set/08 – set/07, foi observado avanço de 2,2%, o que representou a 27a. alta consecutiva. Já no acumulado no ano, o crescimento foi de 2,7% em relação a igual período de 2007. A folha de pagamento real dos trabalhadores cresceu 2,7% no confronto mês/mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal). Na análise de iguais períodos do ano passado, houve acréscimo de 7,9% frente a set/07 e 6,8% no acumulado no ano.

PESSOAL OCUPADO ASSALARIADO

O emprego industrial ficou estável (0,1%) pelo segundo mês consecutivo, na passagem de agosto para setembro, na série livre de influências sazonais. Ainda assim, o indicador de média móvel trimestral mantém seqüência de quatro trimestres com variações positivas, acumulando 1,1% de aumento entre junho e setembro deste ano.

O confronto com setembro de 2007 apontou crescimento de 2,2%, vigésima sétima taxa positiva nessa comparação. No indicador acumulado no ano, o aumento ficou em 2,7%. O acumulado nos últimos doze meses (2,9%), que vinha em trajetória ascendente desde setembro de 2006, praticamente repete o ritmo de crescimento do pessoal ocupado de agosto (3,0%). No indicador trimestral, a taxa do terceiro trimestre de 2008 foi 2,5%, superior à do mesmo período do ano passado e, em relação ao trimestre imediatamente anterior – série ajustada sazonalmente –, o emprego mantém seqüência de sete trimestres positivos, com avanço de 1,0% frente ao segundo trimestre de 2008.

No índice mensal (2,2%), doze das quatorze áreas e doze dos dezoito setores aumentaram o contingente de trabalhadores. São Paulo (2,6%), Minas Gerais (5,2%) e Rio Grande do Sul (3,3%) exerceram as pressões mais significativas no resultado geral. Na indústria paulista, as contratações foram superiores às demissões, principalmente em produtos químicos (15,6%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,1%) e meios de transporte (7,3%). Nas indústrias mineira e gaúcha, os destaques foram, respectivamente, alimentos e bebidas (12,1%) e metalurgia básica (10,7%); e máquinas e equipamentos (23,7%) e produtos de metal (14,1%). Por outro lado, Santa Catarina (-1,9%) e Paraná (-0,3%) foram as influências negativas no resultado global, sobretudo devido aos recuos observados em vestuário (-12,1%), no primeiro local, e madeira (-18,3%), no segundo, respectivamente.

Em nível nacional, os ramos com as maiores contribuições positivas foram máquinas e equipamentos (10,2%), meios de transporte (8,2%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,2%), produtos de minerais não-metálicos (8,1%) e alimentos e bebidas (1,9%). Em sentido contrário, vestuário (-7,1%), madeira (-11,3%) e têxtil (-6,5%) exerceram as principais pressões negativas.

No corte trimestral, observa-se que o emprego industrial vem sustentando resultados positivos há nove trimestres consecutivos, nas comparações contra igual período do ano. Neste terceiro trimestre de 2008, o avanço de 2,5% manteve ritmo próximo ao trimestre anterior (2,4%). Entre o segundo e o terceiro trimestres, dez segmentos aumentaram a taxa de emprego, com destaque para calçados e artigos de couro, que reduziu a queda de –11,0% para –5,2% e produtos de minerais não-metálicos, que passou de 2,7% para 7,0%, enquanto o setor de alimentos e bebidas fez movimento inverso: saiu de 3,2% no segundo trimestre para 1,7% no terceiro. Entre esses dois períodos, dez locais apresentaram taxas mais elevadas no terceiro trimestre, principalmente Ceará (de 0,1% para 4,1%), Espírito Santo (de –1,0% para 2,0%) e Minas Gerais (de 4,0% para 6,1%).

No indicador acumulado no ano, o pessoal ocupado aumentou 2,7%, acima do observado no período janeiro-setembro de 2007 (1,8%). Onze locais e doze ramos contribuíram positivamente no índice geral. Em nível setorial, as principais pressões positivas vieram de máquinas e equipamentos (12,1%) e meios de transporte (10,1%), setores que lideram a produção industrial, seguidos por: máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,3%) e alimentos e bebidas (2,6%). Entre os locais, São Paulo (3,8%), Minas Gerais (4,6%) e Região Norte e Centro-Oeste (3,6%) exerceram os impactos mais significativos. Por outro lado, veio de Santa Catarina (-0,8%) a pressão negativa mais importante entre as áreas pesquisadas e, no corte setorial, os destaques foram calçados e artigos de couro (-9,1%), vestuário (-5,3%) e madeira (-8,0%).


Em síntese, a evolução positiva dos índices do emprego industrial, nos últimos meses, reflete o maior dinamismo da atividade produtiva, tomando-se por base a tendência apontada pelo indicador de média móvel trimestral. Ainda na série ajustada, o emprego cresce em setembro 1,0% frente ao trimestre imediatamente anterior e acumula 4,9% de aumento desde o último trimestre de 2006. Nas comparações contra iguais períodos de 2007, o número de pessoas ocupadas sustenta resultados positivos: o indicador mensal cresce desde julho de 2006 e o trimestral desde o terceiro trimestre de 2006.

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