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Venezuela Condena Ataque dos EUA à Síria: 'Visão Extremista' de Washington

09.04.2017
 
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Venezuela Condena Ataque dos EUA à Síria: 'Visão Extremista' de Washington

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou nesta sexta-feira (7) o ataque norte-americano à base aérea da cidade de Homs na Síria na madrugada anterior sob alegação, contrariamente à ONU e ao próprio governo sírio, que Damasco havia atacado com armas químicas o mesmo local na terça-feira (4), deixando como saldo nove civis mortos. 

"Primeiro impõem nos meios de comunicação sua matriz de opinião, e em seguida destroem os povos", denunciou Maduro

 

Edu Montesanti

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou nesta sexta-feira (7) o ataque norte-americano à base aérea da cidade de Homs na Síria na madrugada anterior sob alegação, contrariamente à ONU e ao próprio governo sírio, que Damasco havia atacado com armas químicas o mesmo local na terça-feira (4), deixando como saldo nove civis mortos. 

Para o mandatário venezuelano, Washington "pretende impor métodos de guerra como métodos de submissão dos povos do sul", devido ao que qualifica de visão extremista do governo dos Estados Unidos. "Chega de guerras, chega de bombardeios, chega de massacres, o mundo quer paz", exclamou Maduro, ao mesmo tempo que lembrou que os Estados Unidos possuem o histórico de criar bandeiras falsas, como no caso do Iraque quem George Bush mentirosamente acusou, no início dos anos de 2000, de possuir armas químicas e biológicas como pretexto para invadir o país.

Conclamando à "consciência justa do mundo" a fim de se deter a "visão extremista" de Washington, Maduro apontou os dois conceitos do extremismo ideológico utilizados pelo regime norte-americano: bombardear para "defender" a civilização, mas "que civilização é essa que bombardeia e destrói países do mundo, e age contra países que ultrapassem o sinal vermelho?", referindo-se ao fato de que os Estados Unidos se autodenominam a "polícia do mundo". "Primero impõem nos meios de comunicação sua matriz de opinião, e em seguida destroem os povos".

Maduro também questionou: "Se todos os governos do mundo fizéssemos justiça com as próprias mãos, qual seria o destino da humanidade? a barbárie, a morte". E acrescentou: "Quem quer a paz, que se prepare para ganhá-la, para disputá-la e para vencer".

As duras críticas do presidente Maduro em relação às guerras norte-americanas, que violam as leis internacionais e a própria Constituição dos Estados Unidos, seguem a postura de seu antecessor e mentor da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, quem do início ao fim foi demonizado pelos principais meios de comunicação, e boicotado pelo regime de Washington tendo sofrido até golpe de Estado de 48 horas em 2002, arquitetado e financiado diretamente por George W. Bush.

 


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