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Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
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A produção industrial do Rio Grande do Sul ajustada sazonalmente recuou 10,0% em dezembro, em relação ao mês imediatamente anterior, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando queda de 21,5% neste período. No confronto com dezembro de 2007 o decréscimo foi de 15,5%, a maior queda desde os 19,6% de março de 1996. Com isso, o indicador acumulado fechou o ano de 2008 com aumento de 2,5%, índice abaixo do registrado até novembro (4,0%). Nos índices trimestrais, os resultados foram negativos tanto no confronto com igual trimestre do ano anterior (-7,2%) como na comparação com o trimestre imediatamente anterior (-10,3%) – série ajustada sazonalmente.

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria gaúcha mostrou queda de 15,5%, refletindo sobretudo o recuo em nove dos quatorze ramos pesquisados, com os impactos negativos mais relevantes vindo de outros produtos químicos (-50,9%) e veículos automotores (-33,0%). Nestas atividades, observa-se perfil generalizado de queda, que atinge percentual superior a 80% dos produtos investigados, com destaque para etileno e polipropileno, no primeiro ramo, e automóveis e eixo, semi-eixo e outras peças para transmissão, no segundo. Vale destacar, também, os resultados negativos assinalados por metalurgia básica (-67,3%), explicado pelo recuo em todos os produtos pesquisados no setor, calçados e artigos de couro (-21,8%), por conta do item calçados de couro, e máquinas e equipamentos (-16,0%), com destaque para ferramentas hidráulicas e aparelhos de ar-condicionado. Por outro lado, a maior influência positiva na média global foi verificada em alimentos (3,5%), sustentada principalmente pelo crescimento na produção de carnes de bovinos.

Em bases trimestrais, a indústria gaúcha, no último trimestre do ano, recuou 7,2%, após apontar taxas positivas por oito trimestres consecutivos, todas as comparações contra igual período do ano anterior. A perda de dinamismo observado na passagem do terceiro (7,5%) para o quarto trimestre de 2008 (-7,2%) reflete, sobretudo, o desempenho negativo de treze dos quatorze ramos pesquisados, com destaque para veículos automotores, que passou de uma expansão de 27,9% para uma queda de 12,6%; outros produtos químicos (de 5,7% para –21,3%) e máquinas e equipamentos (de 31,4% para 7,4%).

No indicador para o fechamento do ano, a produção industrial do Rio Grande Sul encerra 2008 com avanço de 2,5% sobre igual período do ano anterior, mostrando crescimento menos intenso do que o alcançado no ano anterior (7,4%). Para este resultado, nove dos quatorze ramos apontaram taxas positivas, com os maiores impactos vindos de máquinas e equipamentos (22,1%), alimentos (7,8%) e veículos automotores (13,0%). Nestes setores, sobressaem os avanços observados em máquinas para colheita, tratores agrícolas e aparelhos de ar-condicionado, no primeiro, carnes de bovinos, no segundo, e reboques e semi-reboques e carrocerias para caminhões e ônibus, no último. Por outro lado, calçados e artigos de couro (-7,7%) e outros produtos químicos (-7,1%) exerceram as maiores pressões negativas, influenciados pelos recuos na produção de calçado de couro; e etileno e adubos e fertilizantes, respectivamente.

Com o menor dinamismo da produção industrial gaúcha nos últimos três meses, o índice de média móvel trimestral mantém a trajetória descendente iniciada em outubro, e acelera o ritmo de perda em dezembro (-7,6%) frente ao resultado do mês anterior (-2,8%). No índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, série ajustada sazonalmente, observa-se queda de 10,3% no período outubro-dezembro de 2008, revertendo assim a expansão de 3,0% no terceiro trimestre do ano.

GOIÁS

Em dezembro, a produção industrial de Goiás , na série livre de influências sazonais, apresentou variação positiva de 0,4% em relação a novembro, após ter recuado 4,1% no mês imediatamente anterior. O índice de média móvel trimestral, entre novembro e dezembro, prosseguiu apontando queda (-0,4%), quarta taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 5,5%.

Nos demais indicadores, os resultados foram aumento de 1,1% em relação a dezembro de 2007 e de 8,5% no acumulado no ano, resultado bem acima dos 2,3% do fechamento de 2007. No corte trimestral, o aumento foi de 1,4% no quarto trimestre de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto que, em relação ao trimestre imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, houve recuo de 3,9%.

A atividade industrial goiana aumentou 1,1% no indicador mensal, após recuar 1,4% em novembro. Três dos cinco setores pesquisados contribuíram positivamente para este resultado, com destaque para minerais não-metálicos (15,5%), metalurgia básica (7,4%) e alimentos e bebidas (0,8%), onde sobressaíram, respectivamente, a fabricação de cimento; ferronióbio, e farinhas e ”pellets” derivados do óleo de soja. Em contraposição, produtos químicos (-8,3%) e extrativa mineral (-0,5%) reduziram a produção, principalmente devido ao decréscimo dos itens: adubos ou fertilizantes e amianto.

Em bases trimestrais, a indústria mantém sequência de seis resultados positivos, porém com significativa redução do ritmo de crescimento na passagem do terceiro trimestre de 2008 (9,3%) para o quarto (1,4%), ambas comparações contra iguais períodos do ano anterior. Esse movimento foi observado em quatro ramos, principalmente em produtos químicos, que passou de 17,8%, em julho-setembro, para -14,8%, em outubro-dezembro, e alimentos e bebidas, de 8,6% para 4,9%.

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