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Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
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 Nestes ramos, sobressaíram os avanços nos itens caminhões e automóveis; jornais e cds; e herbicidas, respectivamente. Entre as atividades que reduziram a produção, destacaram-se, neste confronto, metalurgia básica, com decréscimo de 5,3%, e farmacêutica (-9,1%), influenciados, sobretudo, pelos recuos observados em folhas-de-flandres e barras de aço ao carbono; e medicamentos, respectivamente.

Com o comportamento negativo da produção industrial fluminense nos últimos três meses, o índice de média móvel trimestral prosseguiu apontando taxa negativa (-4,1%) e acelera o ritmo de perda frente aos dois últimos meses. Ainda na série com ajuste sazonal, no índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, também se observa queda (-4,4%) no período outubro-dezembro, após crescer 2,0% no terceiro trimestre do ano.

SÃO PAULO

Em dezembro, a produção industrial de São Paulo caiu 14,9% frente ao mês anterior, na série com ajustamento sazonal, terceiro resultado negativo consecutivo, com perda acumulada de 18,5%. Com isso, o índice de média móvel trimestral, em trajetória descendente desde setembro, acentuou a redução entre os trimestres encerrados em dezembro e novembro (-6,3%) e acumulou recuo de 8,3% nos últimos quatro meses.

Em relação aos indicadores que comparam iguais períodos de 2007, os resultados foram: -14,5% frente a dezembro de 2007, menor taxa desde março de 1996 (-16,6%), e 5,3% no índice acumulado no ano, acima da média nacional (3,1%), mas abaixo do fechamento de 2007 (6,2%). Nos indicadores trimestrais, a queda foi de 8,0% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, série ajustada sazonalmente, e de 4,3% em relação ao quarto trimestre de 2007.

No índice mensal (-14,5%), observou-se predomínio de resultados negativos, que atingiram dezesseis das vinte atividades pesquisadas, com destaque para veículos automotores (-44,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-60,5%) e máquinas e equipamentos (-27,7%). No primeiro segmento, que apresentou a segunda taxa negativa após seqüência de dezenove meses de aumento, a concessão de férias coletivas em várias empresas contribuiu para a queda na fabricação de automóveis, enquanto nos outros dois ramos sobressaíram os decréscimos em equipamentos para telefonia celular e centros de usinagem, respectivamente. Em sentido oposto, entre os setores que assinalaram aumento na produção, o principal impacto veio de outros equipamentos de transporte (135,1%), sobretudo em função da fabricação de aviões, seguido por farmacêutica (12,1%) e alimentos (3,7%), onde se destacaram a produção de medicamentos e açúcar cristal.

Na análise por trimestres, observa-se que a indústria paulista, depois de vinte trimestres consecutivos em crescimento, apresentou queda de 4,3% no último trimestre de 2008, na comparação contra igual período do ano anterior. Entre o terceiro (7,1%) e o quarto (-4,3%) trimestres de 2008, dezessete segmentos reduziram a produção, sobressaindo veículos automotores, que passou de 15,5% para -13,7%, máquinas e equipamentos, de 9,3% para -8,3%, e material eletrônico e equipamentos de comunicações (de 3,6% para -23,0%).

Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior (ajustado sazonalmente), o índice para o período outubro-dezembro ficou em -8,0%, após seqüência de doze resultados positivos, quando acumulou ganho de 18,4% nos últimos três anos.

No indicador acumulado no ano, o aumento de 5,3% foi influenciado pela expansão de quinze atividades. Neste confronto, outros equipamentos de transporte (57,4%), veículos automotores (9,3%) e farmacêutica (14,4%) lideraram em termos de impacto sobre o índice geral, impulsionados, sobretudo, pelos avanços observados em aviões; automóveis; e medicamentos, respectivamente. Por outro lado, perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-5,9%) e alimentos (-1,5%) exerceram as principais pressões negativas, em grande parte devido aos decréscimos de creme dental e sucos concentrados de laranja.

PARANÁ

Em dezembro de 2008, o índice da produção industrial do Paraná ajustado sazonalmente caiu 11,3% frente a novembro, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 14,0% neste período. Com isso, o índice de média móvel trimestral apresentou redução de 4,6% na passagem de novembro para dezembro, após variar 0,3% no mês anterior.

Na comparação com dezembro de 2007, o recuo foi de -6,7%, primeira taxa negativa desde setembro de 2006 (-7,9%). O indicador acumulado no ano fechou 2008 com 8,6% de crescimento. Nos indicadores trimestrais, a produção no período outubro-dezembro de 2008 mostrou acréscimo de 1,0% frente a igual trimestre do ano anterior e queda de 4,8%, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente.

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