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Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
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ESPÍRITO SANTO

A produção industrial do Espírito Santo caiu 7,9%, na passagem de novembro para dezembro de 2008, já descontadas as influências sazonais, quarta taxa negativa seguida, acumulando perda de 32,8% desde setembro. Com isso, o índice de média móvel trimestral ampliou o movimento de queda (-10,7%), entre novembro e dezembro, mantendo sequência de quatro resultados negativos, totalizando perda de 22,1% no período.

Na comparação com dezembro de 2007, a queda foi de -29,6%, a menor taxa da série histórica. O indicador acumulado no ano, que em novembro era 9,3%, fechou 2008 com aumento de 5,6%. Na análise por trimestres, verificaram taxas negativas tanto frente ao quarto trimestre de 2007 (-18,5%) como na comparação com o trimestre imediatamente anterior (-21,7%).

O indicador mensal recuou 29,6%, devido ao desempenho negativo de todos os (cinco) setores pesquisados. Neste confronto, metalurgia básica (-48,4%) e a indústria extrativa (-42,6%) exerceram forte pressão negativa na composição da taxa global, em que sobressaíram os decréscimos na fabricação de lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços, no primeiro ramo; e minérios de ferro, no segundo.

Na evolução trimestral, após sequência de doze trimestres positivos, sendo que os últimos quatro com crescimento de dois dígitos, a indústria capixaba mostrou forte desaceleração entre o terceiro (12,4%) e o quarto (-18,5%) trimestres de 2008, todas as comparações contra igual período do ano anterior. Os cinco segmentos perderam participação entre os dois períodos, destacando-se metalurgia básica, que passou de 18,8% no período julho-setembro para -37,5% no período outubro-dezembro; extrativa mineral (de 18,1% para -10,8%); e celulose e papel (de 7,6% para -15,2%).

No índice acumulado no ano, a produção capixaba cresceu 5,6%, com três ramos assinalando resultados positivos frente a 2007. Os maiores impactos positivos sobre a indústria geral vieram do setor extrativo (11,4%), impulsionado pelos itens gás natural e minérios de ferro, e da metalurgia básica (7,5%), por conta da expansão na fabricação de lingotes, blocos e tarugos de aço ao carbono. Em menor medida, minerais não-metálicos (4,7%) exerceu pouca influência positiva e, no sentido contrário, celulose e papel (-1,4%) e alimentos e bebidas (-0,9%) foram os impactos negativos.

RIO DE JANEIRO

Em dezembro de 2008, o índice da produção industrial do Rio de Janeiro ajustado sazonalmente recuou 8,2% frente ao mês anterior, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando neste período uma perda de 12,0%. No confronto com dezembro de 2007, a produção também apontou taxa negativa (-9,6%), maior queda desde dezembro de 1995 (-11,5%). Com isso, o indicador acumulado no ano fecha 2008 com acréscimo de 1,5%, resultado abaixo dos 2,5% observados no acumulado até novembro. Nos índices trimestrais, a produção no período outubro-dezembro de 2008 foi menor tanto frente a igual trimestre do ano anterior (-3,7%) como na comparação com o trimestre imediatamente anterior (-4,4%), na série ajustada sazonalmente.

Em relação a dezembro de 2007, o setor industrial fluminense apontou recuo de 9,6%, com destaque para a contribuição negativa da indústria de transformação (-13,5%), uma vez que o setor extrativo prossegue em expansão (6,4%). No primeiro segmento, que mostra a terceira taxa negativa consecutiva, nove das doze atividades registraram queda na produção, com destaque para os setores de metalurgia básica (-46,2%) e de veículos automotores (-41,4%), ambos refletindo as paralisações técnicas e a concessão de férias coletivas. Nestas atividades, sobressaíram as quedas na fabricação dos itens barras de aço ao carbono, folhas-de-flandres e bobinas a frio de aços ao carbono, no primeiro ramo, e automóveis, caminhões e chassis para caminhões e ônibus, no segundo. Vale destacar, também, os recuos vindos de farmacêutica (-23,7%), outros produtos químicos (-14,9%) e borracha e plástico (-24,7%), pressionados, em grande parte, pelos itens remédios; herbicidas; e pneus. Entre os ramos que aumentaram a produção, o principal impacto veio de refino de petróleo e álcool (11,7%), influenciado sobretudo pela maior fabricação de óleos lubrificantes básicos e óleo diesel.

Na análise trimestral, com o recuo de 3,7% no período outubro-dezembro, a indústria fluminense interrompe quatro trimestres consecutivos de taxas positivas, mostrando clara perda de ritmo frente ao resultado do terceiro trimestre (5,3%), ambas comparações contra igual período do ano anterior. A perda de dinamismo na passagem do terceiro para o quarto trimestre reflete, sobretudo, o comportamento da indústria de transformação, que passou de um aumento de 4,8% para um recuo de 6,7%, uma vez que a indústria extrativa, que teve crescimento de 7,5% para 9,6%, mostra ganho de ritmo entre os dois trimestres.

No indicador para o fechamento do ano, a produção industrial do Rio de Janeiro encerrou 2008 com aumento de 1,5%, sobre igual período do ano anterior, mostrando resultado abaixo do alcançado em 2007 (2,1%). A indústria extrativa (5,3%), por conta da boa performance na extração de petróleo, figurou como influência positiva relevante na média global. Na indústria de transformação (0,6%), que assinalou ritmo deexpansão mais moderado, cinco dos doze ramos analisados registraram taxas positivas, ficando a principal contribuição na composição do índice geral com veículos automotores (15,8%), seguido por edição e impressão (5,8%) e outros produtos químicos (4,4%).

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