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Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
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Em dezembro, a produção industrial da Bahia ajustada sazonalmente recuou 15,6%, em relação ao mês imediatamente anterior, assinalando a quarta taxa negativa consecutiva, acumulando queda de 20,3%. Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral decresceu 6,7% e acumulou perda de 8,5%, após três meses de resultados negativos.

No confronto com iguais períodos de 2007, a produção industrial baiana mostrou retração de 13,9%, em relação a dezembro de 2007, e crescimento de 2,3%, no acumulado no ano. O quarto trimestre do ano recuou 5,5% no confronto com o mesmo trimestre do ano anterior, e 8,5%, em comparação ao terceiro trimestre de 2008 (série ajustada sazonalmente).

O indicador mensal da indústria baiana apresentou queda de 13,9%, com taxas negativas em seis dos nove setores pesquisados. O principal impacto negativo veio de produtos químicos (-41,1%), por conta da menor fabricação de etileno não-saturado e polietileno de baixa densidade, Em seguida vieram refino de petróleo e produção de álcool (-10,7%), em função da queda da produção de óleo diesel e naftas; e veículos automotores (-100,0%), devido à paralisação na produção de automóveis por conta de férias coletivas. Por outro lado, as maiores contribuições positivas vieram de alimentos e bebidas (16,5%) e celulose e papel (14,2%), em função, respectivamente, do aumento da produção de óleo de soja refinado, farinhas e “ pellets ” da extração do óleo de soja; e celulose.

Na análise trimestral, o quarto trimestre recuou 5,5%, resultado bastante inferior ao obtido no terceiro trimestre (6,1%), ambas as comparações contra igual trimestre do ano anterior. Esta perda de dinamismo é explicada pela redução da produção em sete das nove atividades, na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2008, com destaque para produtos químicos, que passou de 3,7% para -21,8%, celulose e papel (de 53,6% para 10,4%) e veículos automotores (de 0,5% para -42,6%).

No indicador acumulado no ano, a indústria baiana avançou 2,3%, com resultados positivos em sete dos nove ramos fabris. As maiores influências positivas foram assinaladas por celulose e papel (29,2%), alimentos e bebidas (4,0%), minerais não-metálicos (17,3%) e metalurgia básica (4,0%), por conta, respectivamente, da maior produção de celulose; cerveja e chope; massa de concreto; barras, perfis e vergalhões de cobre. Em sentido oposto, produtos químicos (-5,3%) e veículos automotores (-10,5%), em razão, respectivamente, da menor produção de polietileno de alta densidade, e automóveis, foram as duas atividades que assinalaram taxas negativas.

MINAS GERAIS

A produção industrial de Minas Gerais recuou 16,4%, na passagem de novembro para dezembro de 2008, quinta taxa negativa consecutiva, período que acumulou perda de 30,9%, já descontadas as influências sazonais. Vale mencionar que a queda deste mês foi a maior da série histórica. Assim, o índice de média móvel trimestral acentua o ritmo de queda ao registrar recuo de 10,2%, entre novembro e dezembro, quarto resultado negativo, acumulando, no período, uma perda de 16,2%. Ainda na série ajustada, no confronto com o trimestre imediatamente anterior, observou-se que o setor fecha o quarto trimestre do ano com queda de 16,2%, interrompendo sequência de dezoito trimestres com taxas positivas.

Frente a dezembro de 2007, o recuo foi de -27,1%, menor marca na série histórica nesse tipo de comparação. Com isso, o indicador acumulado fecha o ano de 2008 com acréscimo de 1,6%, resultado bem abaixo do assinalado até setembro (6,6%). Na análise trimestral, no período outubro-dezembro de 2008, observou-se redução de 12,7% na comparação com igual trimestre do ano passado.

A produção industrial mineira ficou 27,1% inferior a de dezembro de 2007, pressionada pelas quedas na indústria de transformação (-22,2%) e na indústria extrativa (-50,8%). Nesta última, que exerce a principal contribuição negativa no índice global, sobressai a redução na extração de minérios de ferro, decorrente da queda acentuada na demanda internacional. Na indústria de transformação, entre as dez atividades em queda, os destaque foram para veículos automotores (-55,9%), metalurgia básica (-35,5%) e outros produtos químicos (-35,1%). Nestes ramos, os maiores impactos negativos vieram das reduções observadas, respectivamente, em: automóveis; ferronióbio; e superfosfatos. Por outro lado, a pressão positiva mais relevante veio de alimentos (7,2%), por conta, sobretudo, dos itens iogurte de frutas e leite esterilizado.

Na evolução trimestral, o recuo de 12,7%, assinalado no último trimestre de 2008, reverte o elevado ritmo de expansão da indústria mineira ao longo do ano, que registrou 7,4% no primeiro trimestre, 5,9% no segundo e 6,7% no terceiro, todas as comparações contra igual período do ano anterior. Essa perda de dinamismo na passagem do terceiro para o quarto trimestre foi acompanhado por onze dos treze ramos industriais.

O indicador acumulado para o fechamento do ano mostra elevação de 1,6%, apoiado no crescimento de seis das treze atividades investigadas, com destaque para os avanços de minerais não-metálicos (11,3%), refino de petróleo e produção de álcool (11,6%) e alimentos (4,2%). Por outro lado, entre os ramos que assinalaram queda sobressaem os recuos vindos de outros produtos químicos (-4,7%) e têxtil (-7,3%), pressionados em grande parte pelos itens adubos e fertilizantes e inseticidas, no primeiro, e tecidos de algodão, no segundo.

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