Pravda.ru

Negόcios

Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
Pages: 123456789

O acumulado no período janeiro-dezembro de 2008 aumentou 1,4%, apoiado nos resultados positivos de sete ramos. As contribuições mais relevantes sobre a média da indústria vieram de celulose e papel (25,6%), alimentos e bebidas (3,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (2,6%), impulsionados sobretudo pelos itens: celulose; amendoim; e álcool. Por outro lado, os impactos negativos mais expressivos vieram de produtos químicos (-4,8%) e têxtil (-6,5%), pressionados em grande parte pelos itens polietileno e tecidos de algodão.

CEARÁ

A produção industrial do Ceará de dezembro, ajustada sazonalmente, recuou 4,1% no confronto com o mês imediatamente anterior, após ter apresentado retração de 3,6% em novembro. Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral decresceu 2,2%, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando queda de 3,9%.

A indústria cearense recuou 3,9%, em relação a dezembro de 2007, e cresceu 2,5%, no acumulado no ano. Na análise trimestral, o quarto trimestre decresceu 1,3%, em relação a igual trimestre de 2007, e 3,6%, no confronto com o trimestre imediatamente anterior (série ajustada sazonalmente).

O indicador mensal da produção industrial cearense mostrou retração de 3,9%, com taxas negativas em cinco dos dez setores industriais pesquisados. O maior impacto negativo veio do setor têxtil (-35,9%), por conta da queda da fabricação de tecidos de algodão e tecidos de malha de fibras sintéticas. Vale citar, também, calçados e artigos de couro (-8,7%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-28,1%), devido, respectivamente, à menor fabricação de calçados de plásticos e de couro, e transformadores. Por outro lado, as principais influências positivas foram observadas em produtos químicos (19,4%) e refino de petróleo e produção de álcool (30,5%), em função, respectivamente, do aumento na produção de tintas e vernizes para construção e óleo diesel.

Na análise trimestral, a indústria cearense mostrou perda de dinamismo, na passagem do terceiro (5,9%) para o quarto trimestre de 2008 (-1,3%), ambas comparações contra iguais períodos do ano anterior. Este movimento de retração é confirmado pela redução em seis atividades, entre o terceiro e o quarto trimestre. As principais contribuições negativas foram verificadas em calçados e artigos de couro, que passou de 0,5% para -16,6%; alimentos e bebidas (de 13,7% para 6,5%) e têxtil (de -5,3% para -14,0%).

No indicador acumulado no ano, a produção industrial do Ceará avançou 2,5%, com taxas positivas em seis dos dez setores industriais. Os maiores impactos positivos vieram de alimentos e bebidas (11,5%), produtos químicos (17,3%), e produtos de metal (17,5%), devido, respectivamente, à maior produção de amendoim e castanha de caju torrados; tintas e vernizes para construção; rolhas, tampas e cápsulas metálicas. Em sentido contrário, os principais recuos vieram de têxtil (-8,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (-13,2%), por conta, respectivamente, da queda da produção de tecidos de algodão e óleo diesel.

PERNAMBUCO

Em dezembro, a produção industrial de Pernambuco ajustada sazonalmente recuou 5,7%, em relação ao mês imediatamente anterior, quarto resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 9,4%. O indicador de média móvel trimestral assinalou a segunda taxa negativa (-3,1%), acumulando perda de 4,4% entre outubro e dezembro.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a indústria pernambucana recuou 6,2% frente a dezembro de 2007, enquanto no indicador acumulado no ano houve aumento de 4,2%. Na análise trimestral, os resultados do quarto trimestre de 2008 foram negativos, tanto frente a igual trimestre do ano anterior (-2,3%), quanto em relação ao terceiro trimestre do ano – série ajustada sazonalmente (-3,7%).

No indicador mensal, a produção industrial de Pernambuco caiu 6,2%, devido ao desempenho negativo de nove dos onze setores pesquisados. As principais contribuições negativas vieram de alimentos e bebidas (-5,9%), produtos químicos (-18,0%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-29,7%), devido, sobretudo, ao decréscimo na fabricação dos itens: açúcar cristal; borracha de estireno-butadieno; pilha ou bateria elétrica. Por outro lado, as influências positivas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (33,2%) e metalurgia básica (8,8%), em grande parte por conta dos avanços de álcool e vergalhões de aço ao carbono.

Na análise trimestral, após a forte desaceleração observada entre o primeiro (13,8%) e o segundo trimestre de 2008 (1,0%), a indústria de Pernambuco apresentou maior ritmo de crescimento no terceiro (5,8%), voltando a desacelerar no quarto (-2,3%), todas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O menor dinamismo entre o terceiro e o quarto trimestres foi observado em nove ramos, com destaque para produtos químicos, que passou de 4,2% para -16,6% entre os dois períodos, alimentos e bebidas (de 6,0% para -1,3%) e produtos de metal (de 5,6% para -9,8%).

No indicador acumulado no ano, a indústria pernambucana cresceu 4,2%, com resultados positivos em oito atividades. Os principais impactos vieram de alimentos e bebidas (4,1%), metalurgia básica (9,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (54,8%), influenciados pela maior produção dos itens: açúcar cristal; chapas e tiras de alumínio; e álcool, respectivamente. Em sentido contrário, as principais pressões negativas vieram de calçados e artigos de couro (-16,3%) e celulose e papel (-5,6%), em função sobretudo da menor fabricação de calçados de borracha; e sacos, sacolas e bolsas de papel.

BAHIA

Pages: 123456789

Loading. Please wait...

Fotos popular