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Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
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No indicador acumulado no ano (3,9%), o crescimento foi resultado do desempenho positivo de seis segmentos, com outros equipamentos de transporte (16,7%), edição e impressão (22,2%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (2,7%) liderando as contribuições positivas sobre o índice global. Esses ramos foram influenciados, respectivamente, pelos itens: motocicletas; DVD´s; e telefones celulares. Em sentido oposto, produtos de metal (-15,1%) e máquinas e equipamentos (-11,7%) tiveram os principais impactos negativos, pressionados sobretudo pelos itens aparelhos de barbear; e aparelhos de ar condicionado.

PARÁ

Em dezembro de 2008, a indústria do Pará recuou 6,7% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, acumulando nos dois últimos meses uma perda de 11,3%. Na comparação com igual mês do ano anterior, também observa-se queda (-6,9%), interrompendo sequência de doze taxas positivas. No indicador acumulado no ano, o setor encerra 2008 com expansão de 5,6%, resultado acima dos 2,7% assinalados em 2007. No quarto trimestre de 2008, a produção superou em 1,6% a de igual período de 2007 mas ficou 3,6% abaixo do trimestre imediatamente anterior – série ajustada sazonalmente.

No confronto dezembro 2008/ dezembro 2007, a indústria paraense recuou 6,9%, queda explicada, sobretudo, pelo desempenho negativo observado na indústria extrativa (-21,7%), uma vez que a de transformação (8,0%) prossegue assinalando taxa positiva neste tipo de comparação. No primeiro segmento, sobressaiu a redução na extração de minérios de ferro. Na indústria de transformação, três dos cinco ramos registraram taxas positivas, com destaque para metalurgia básica (24,2%), por conta principalmente da maior fabricação de óxido de alumínio. Por outro lado, das duas atividades que apontaram queda, a contribuição negativa mais relevante veio do setor de madeira (-32,4%), pressionado, em grande parte, pelo recuo na produção dos itens madeira serrada e compensada.

Em bases trimestrais, a indústria do Pará reduziu o ritmo de expansão na passagem do terceiro (8,6%) para o quarto trimestre do ano (1,6%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Entre estes dois períodos, cinco das seis atividades pesquisadas mostraram menor dinamismo, com destaque para a perda observada no setor extrativo, que passou de uma expansão de 12,4%, no terceiro trimestre, para uma queda de 4,0% no período outubro-dezembro, enquanto metalurgia básica (de 10,8% para 22,5%) assinalou o único ganho.

No indicador para o fechamento de 2008, a produção industrial paraense avançou 5,6%, com resultados positivos tanto na indústria extrativa (6,1%), por conta da maior extração de minérios de ferro, como na de transformação (5,1%). Nesta última, o principal destaque positivo ficou com o setor de metalurgia básica (11,3%), enquanto madeira (-24,0%) assinalou a única taxa negativa. Nestas atividades, sobressaíram os itens óxido de alumínio, no primeiro ramo, e madeira serrada no segundo.

Por fim, o índice de média móvel trimestral, que recua 2,7%, entre novembro e dezembro, acelera o ritmo de queda frente ao desempenho assinalado no mês anterior (-1,5%). Ainda na série ajustada sazonalmente, a produção industrial paraense recuou 3,6% no último trimestre do ano, em relação ao trimestre imediatamente anterior, revertendo a expansão de 4,5% verificada no terceiro trimestre de 2008.

NORDESTE

Em dezembro, a produção industrial do Nordeste, na série livre dos efeitos sazonais, caiu 8,9% em relação ao mês imediatamente anterior, terceira taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 12,9%. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral assinalou recuo de 4,4%, entre novembro e dezembro, acentuando a trajetória descendente observada desde outubro.

No confronto com dezembro de 2007, a indústria nordestina recuou 9,7%, terceiro resultado negativo consecutivo, enquanto no acumulado no ano, assinalou acréscimo de 1,4%, resultado abaixo do fechamento de 2007 (3,1%). Na análise trimestral, o quarto trimestre de 2008 apresentou queda de 5,2% frente a igual período em 2007 e –5,3% frente ao trimestre imediatamente anterior – série com ajuste sazonal.

A queda de 9,7% frente a igual mês do ano anterior refletiu, sobretudo, as taxas negativas observadas em nove dos onze setores pesquisados, com o principal impacto sobre o índice geral vindo de produtos químicos (-33,1%); e em menor medida, de têxtil (-29,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-43,5%). Nesses ramos sobressaíram, respectivamente, os itens etileno, polietileno; tecidos de algodão; eletrodos. Por outro lado, celulose e papel (12,8%) e vestuário (32,3%) exerceram as pressões positivas, principalmente em função da fabricação de celulose e camisas.

Em base trimestrais, o ritmo produtivo da indústria nordestina desacelerou no quarto trimestre (-5,2%), em relação ao terceiro (2,8%), ambas comparações contra igual período do ano anterior, sendo este o primeiro resultado negativo desde o quarto trimestre de 2003 (-4,8%). Entre os períodos julho-setembro e outubro-dezembro de 2008, nove ramos diminuíram sua participação, com destaque para produtos químicos, que passou de 2,2% para -19,5%; celulose e papel (de 45,9% para 9,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de 2,2% para -29,0%).

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