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Brasil: Recuo da produção industrial

09.02.2009
 
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Brasil: Recuo da produção industrial

Na passagem de novembro para dezembro de 2008, os índices regionais da produção industrial, ajustados sazonalmente, recuaram em doze dos quatorze locais pesquisados, com Minas Gerais (-16,4%), Bahia (-15,6%) e São Paulo (-14,9%) apontando as reduções mais acentuadas.

Os demais recuos foram menores que a média nacional (-12,4%): Ceará (-4,1%), Pernambuco (-5,7%), Pará (-6,7%), Santa Catarina (-7,5%), Espírito Santo (-7,9%), Rio de janeiro (-8,2%), região Nordeste (-8,9%), Rio Grande do Sul (-10,0%) e Paraná (-11,3%). As únicas áreas que registraram acréscimo na produção entre novembro e dezembro foram Amazonas (0,9%) e Goiás (0,4%). Mesmo com a perda de ritmo, nos últimos três meses do ano, todos os locais fecharam o ano de 2008 com crescimento, à exceção de Santa Catarina (-0,7%) que, além dos fatores relacionados à crise, também sofreu os impactos da chuva que atingiu o estado.

Ainda na série com ajuste sazonal, no confronto com o trimestre imediatamente anterior, todos os locais pesquisados assinalaram perda de ritmo do quarto trimestre para o terceiro, refletindo os efeitos da crise financeira internacional a partir de setembro. Essa desaceleração é particularmente acentuada no Espírito Santo, que passa de -0,2%, no terceiro trimestre, para uma queda de 21,7%, no quarto, seguido por Minas Gerais (de 2,2% para -16,2%) e Rio Grande do Sul (de 3,0% para -10,3%).

Em relação a dezembro de 2007, o setor industrial nacional recuou 14,5%, menor marca de toda série histórica, mesmo com a diferença de dois dias úteis a mais em dezembro de 2008 em relação a igual mês do ano anterior. Nessa comparação, os índices regionais foram predominantemente negativos, à exceção de Goiás (1,1%), evidenciando o aprofundamento do ritmo de queda e um alargamento do conjunto dos locais com recuo na produção. Espírito Santo (-29,6%), Minas Gerais (-27,1%), Rio Grande do Sul (-15,5%), São Paulo (-14,5%), Bahia (-13,9%) e Santa Catarina (-10,8%) registraram recuos a dois dígitos. Os demais resultados foram: Ceará (-3,9%), Pernambuco (-6,2%), Paraná (-6,7%), Pará (-6,9%), Amazonas (-9,3%), Rio de janeiro (-9,6%) e região Nordeste (-9,7%).

Os sinais de desaceleração também ficaram evidentes no confronto do último trimestre de 2008 frente a igual período de 2007, com onze locais reduzindo a produção entre os dois período. Os únicos locais que sustentaram taxas positivas no quarto trimestre de 2008 foram: Pará (1,6%), Goiás (1,4%) e Paraná (1,0%).

Com a abrupta alteração no cenário econômico mundial, todos os resultados da produção industrial para o fechamento do ano de 2008, em nível regional, ficaram abaixo do acumulado até setembro, influenciados pela desaceleração da atividade que se deu de forma pronunciada no quarto trimestre do ano. Espírito Santo (9,2 p.p.), Minas Gerais (5,0 p.p.) e São Paulo (3,4 p.p.) registraram as maiores perdas entre os dois períodos por terem na sua estrutura industrial a forte presença da cadeia automotiva e de segmentos produtores de commodities , particularmente as metálicas (minérios de ferro e siderúrgicas), setores que desaceleraram acentuadamente no último trimestre.

AMAZONAS

Em dezembro, o setor industrial do Amazonas aumentou 0,9% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após recuar 12,1% entre setembro e novembro. O índice de média móvel trimestral recuou 4,0% entre os trimestres encerrados em dezembro e novembro, terceira taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 6,1%.

Na comparação com dezembro de 2007, a queda foi de 9,3%, segunda taxa negativa, menor resultado desde os 11,7% de fevereiro de 2007. Com isso, o índice acumulado no ano ficou em 3,9%, abaixo do fechamento de 2007 (4,5%). Nos indicadores trimestrais, a produção no último trimestre de 2008 recuou 4,7% frente a igual período de 2007 e 6,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior - série ajustada sazonalmente.

O resultado negativo (-9,3%) no índice mensal pode ser explicado sobretudo pelos decréscimos em sete dos onze setores pesquisados, com destaque para a forte contribuição negativa de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-35,1%), onde sobressaiu a redução na fabricação de telefones celulares e televisores; e, em menor medida, de edição e impressão (-22,5%) e produtos de metal (-22,8%), influenciados principalmente pelos recuos de DVD´s e aparelhos de barbear. Por outro lado, o principal impacto positivo veio de outros equipamentos de transporte (34,7%), pressionado pela maior produção de motocicletas.

No corte trimestral, observa-se que a indústria amazonense, que vinha sustentando resultados positivos há seis trimestres consecutivos, na comparação contra igual período do ano anterior, apresentou queda de 4,7% no quarto trimestre de 2008. Seis ramos contribuíram para a perda de ritmo entre o terceiro (6,1%) e o quarto (-4,7%) trimestres de 2008, com destaque para outros equipamentos de transporte, que passou de 22,2% para –5,0% entre os dois períodos, material eletrônico e equipamentos de comunicações (de 3,0% para -9,8%) e edição e impressão (de 20,1% para -12,4%).

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