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Brasil: Queda de produção industrial

08.08.2009
 
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Em junho, o índice da produção industrial do Paraná ajustado sazonalmente caiu 9,0% frente a maio, quarta taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 16,3%. O índice de média móvel trimestral assinalou o segundo recuo seguido (-4,6%), após assinalar -2,7% em maio.

Na comparação com junho de 2008, a queda de 16,5% foi o menor resultado desde janeiro de 1996(-17,1%). Treze das quatorze atividades pesquisadas tiveram desempenho negativo. As pressões negativas mais significativas vieram de veículos automotores (-29,6%), edição e impressão (-42,7%) e máquinas e equipamentos (-26,3%). Em sentido oposto, o único aumento veio de refino de petróleo e produção de álcool (0,4%).

Nos indicadores trimestrais, a produção no segundo trimestre de 2009 mostrou decréscimo de 10,5% frente a igual trimestre do ano anterior e de -6,7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior - série ajustada sazonalmente. A indústria paranaense, que vem em trajetória decrescente desde o segundo trimestre de 2008, mostra clara desaceleração entre o primeiro (-0,9%) e o segundo (-10,5%) trimestres deste ano, ambas comparações contra igual período do ano anterior Esta perda de dinamismo foi observada em nove ramos, que reduziram sua participação entre os dois períodos, com destaque principalmente para edição e impressão, que passou de 154,5% para 12,5% e, em menor medida, celulose e papel (de 0,2% para -13,7%) e outros produtos químicos (de 15,6% para -10,5%).

No indicador acumulado no ano (-5,9%), dez segmentos reduziram a produção. O índice acumulado nos últimos doze meses, declinante desde março deste ano, apresentou variação de 0,1% em junho.

SANTA CATARINA

Em junho, a produção industrial ajustada sazonalmente de Santa Catarina apontou expansão de 1,4% frente a maio, quarto resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período ganho de 4,5%. O índice de média móvel trimestral avançou 1,2% entre maio e junho, segundo resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando ganho de 2,2% neste período.

No índice mensal, a produção catarinense registrou queda de 6,7%, com sete dos onze ramos pesquisados apontando taxas negativas. A principal contribuição negativa no total da indústria foi assinalada por veículos automotores (-53,5%). Por outro lado, entre as quatro atividades que registraram taxas positivas, a principal influência ficou com o ramo de alimentos (9,1%).

A produção do segundo trimestre de 2009 recuou 11,7% frente a igual período de 2008, mas avançou 1,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior - série ajustada sazonalmente. O ritmo de queda do segundo trimestre (-11,7%) frente ao resultado do período janeiro-março deste ano (-14,0%) diminuiu, sendo ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Este movimento foi explicado, principalmente, por máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que passou de uma queda de 32,3% no primeiro trimestre para uma redução de 1,8% no período abril-junho, vindo a seguir alimentos (de -1,4% para 2,5%) e máquinas e equipamentos (de -20,2% para -16,1%).

No encerramento do primeiro semestre do ano, a indústria catarinense reduziu 12,9%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, mostrou ligeira aceleração no ritmo de queda, passando de -7,2% em maio para -7,6% em junho.

RIO GRANDE DO SUL

Em junho, a indústria do Rio Grande do Sul voltou a assinalar crescimento na produção (1,1%) frente ao mês anterior, já descontadas as influências sazonais, após a variação de -0,4% em maio. O índice de média móvel trimestral, em trajetória positiva desde março último, aumentou 1,4% em junho.

A redução de 9,6% no confronto junho 09/ junho 08 pode ser explicado pelas quedas na maioria (nove) dos quatorze setores pesquisados, com destaque, em termos de influência no resultado global, para máquinas e equipamentos (-35,5%), veículos automotores (-21,4%), e calçados e artigos de couro (-26,0%). Por outro lado, entre os cinco segmentos que expandiram a produção, a maior contribuição veio de refino de petróleo e produção de álcool, onde o aumento de 20,4% foi pressionado, principalmente, pelo maior fabricação de gasolina.

Na série ajustada sazonalmente, o segundo trimestre de 2009 fechou com expansão de 3,8% em relação ao primeiro, após dois resultados negativos consecutivos, período em que acumulou perda de 15,7%. A atividade industrial gaúcha mostra redução do ritmo de desaceleração na passagem do primeiro (-16,9%) para o segundo (-10,5%) trimestres de 2009, ambas comparações contra iguais períodos do ano anterior. Entre janeiro-março e abril-junho, a maior influência para esse movimento de recuperação foi exercida por outros produtos químicos, que passou de -25,2% para 19,6%.

No primeiro semestre de 2009, frente a igual período de 2008, a redução no total da indústria foi de -13,5%, com doze atividades apontando queda na produção, e nos últimos doze meses foi de -6,9%.

GOIÁS

Em junho, a produção industrial de Goiás avançou 7,4% na comparação com o mês anterior, na série livre dos efeitos sazonais, após ter recuado 1,0% em maio. Com isso, o índice de média móvel cresceu 2,9% em junho, terceiro aumento consecutivo, acumulando ganho de 4,2%.

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