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Brasil: Queda de produção industrial

08.08.2009
 
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O indicador mensal de junho apontou recuo de 25,2%, somando resultados negativos há nove meses consecutivos, com perfil generalizado de queda que atingiu quatro das cinco atividades pesquisadas. A principal pressão negativa na média global veio das indústrias extrativas (-47,0%) em razão, principalmente, do decréscimo no item minérios de ferro. Vale citar também os recuos de alimentos e bebidas (-41,5%) e de metalurgia básica (-16,8%). Em sentido contrário, o setor de celulose e papel, com aumento de 12,2%, é o único a revelar variação positiva.

No corte trimestral, a produção industrial capixaba revela uma ligeira redução no ritmo de queda entre o primeiro (-31,6%) e o segundo (-27,0%) trimestres deste ano, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Neste dois períodos, os resultados são negativos em todos os setores investigados, ficando as maiores quedas com indústrias extrativas, -54,6% no primeiro trimestre e -46,8% no segundo, e metalurgia básica (-41,4% e -29,7%, respectivamente).

O indicador acumulado para o primeiro semestre, ao recuar 29,3% frente a igual período de 2008, assinala a maior redução de toda a série histórica. Todos os setores pesquisados apontam taxas negativas. O índice acumulado dos últimos doze meses ficou em -16,6%.

RIO DE JANEIRO

Em junho, a produção industrial ajustada sazonalmente do Rio de Janeiro avançou 0,5% frente a maio, após crescer 0,6% no mês anterior. O índice de média móvel trimestral mostrou variação positiva de 0,3% entre maio e junho, quarto mês consecutivo de expansão neste indicador, acumulando nesse período um ganho de 4,4%.

O recuo de 7,4% na comparação com igual mês do ano anterior foi explicado, sobretudo, pela queda observada na indústria de transformação (-11,0%), uma vez que o setor extrativo (8,2%) permanece com taxas positivas desde abril de 2008. Na indústria de transformação, onde oito dos doze ramos mostraram taxas negativas, as principais contribuições vieram de metalurgia básica (-22,0%), outros produtos químicos (-32,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (-15,2%). Entre os quatro ramos que expandiram a produção, a farmacêutica (15,5%) e bebidas (13,2%) exerceram os maiores impactos.

Na série ajustada sazonalmente, índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, a indústria fluminense assinalou expansão de 3,5%, revertendo dois trimestres consecutivos de queda, quando apontou -4,2% no último trimestre de 2008 e -6,9% no primeiro trimestre de 2009. O recuo de 5,6% na atividade fabril fluminense no segundo trimestre do ano mostrou clara desaceleração no ritmo de queda frente ao resultado do período janeiro-março (-11,4%), ambas as comparações frente a igual período do ano anterior. Esse movimento reflete, sobretudo, os avanços observados em oito das treze atividades pesquisadas, com destaque para o ganho de ritmo vindo dos ramos de refino de petróleo e produção de álcool, que passou de uma queda de 11,3% no período janeiro-março para uma expansão de 4,1% no trimestre seguinte; metalurgia básica (de -37,0% para -25,2%); farmacêutica (de -14,4% para 9,3%); e veículos automotores (de -31,3% para -13,1%).

O indicador acumulado no primeiro semestre do ano registrou redução de 8,5%, com perfil generalizado de queda que atingiu onze segmentos. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, acentua o ritmo de queda entre maio (-2,9%) e junho (-3,9%).

SÃO PAULO

Em junho, a produção industrial de São Paulo caiu 2,0% frente ao mês anterior, na série com ajustamento sazonal, após cinco resultados positivos consecutivos, com ganho de 7,4% no período. O índice de média móvel trimestral, com variação de 0,4%, manteve trajetória positiva há quatro meses, acumulando ganho de 4,1% desde março deste ano.

No índice mensal, que assinalou o oitavo recuo consecutivo (-13,4%), dezessete dos vinte setores tiveram desempenho negativo, com destaque para as contribuições de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-64,8%), máquinas e equipamentos (-31,7%) e veículos automotores (-19,7%). Em sentido oposto, os ramos que assinalaram aumento na produção foram o farmacêutico (13,7%), outros equipamentos de transporte (16,9%) e máquinas e aparelhos e materiais elétricos (3,4%).

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, série com ajuste sazonal, a indústria paulista aumentou 2,7% no período abril-junho de 2009, após dois trimestres negativos, quando acumulou perda de 16,0%. A indústria paulista vem sustentando resultados negativos por três trimestres consecutivos, nas comparações contra igual período do ano anterior, porém com menor ritmo de queda entre o primeiro (-15,1%) e o segundo (-13,8%) trimestres deste ano. Doze atividades aumentaram suas participações entre os dois períodos, principalmente outros produtos químicos, que passou de -20,6% para -8,4%, veículos automotores, de -25,6% para -20,3% e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de -17,1% para -6,5%).

O indicador acumulado do ano ficou em -14,4% e, nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde julho do ano passado, o indicador atingiu -6,4% em junho.

PARANÁ

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