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Brasil: Queda de produção industrial

08.08.2009
 
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Brasil: Queda de produção industrial

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE Base: Junho de 2009

Produção industrial cai em todos os 14 locais pesquisadas, no 1º semestre

A retração da atividade industrial em nível nacional, no fechamento do primeiro semestre de 2009 (-13,4%), alcançou os quatorze locais pesquisados pelo IBGE, com cinco registrando recuos acima da média nacional, frente aos primeiros seis meses de 2008. A maior queda foi no Espírito Santo (-29,3%), seguida pelo recuo em Minas Gerais (-21,3%), Amazonas (-16,8%), São Paulo (-14,4%) e Rio Grande do Sul (-13,5%). Os números refletem o menor dinamismo das exportações e dos setores produtores de bens de consumo duráveis (automóveis, telefones celulares, eletrodomésticos) e de bens de capital, confrontados com uma base elevada de comparação de junho de 2008, quando a indústria nacional registrou 6,3% de crescimento. Os demais resultados negativos foram registrados em Santa Catarina (-12,9%), Bahia (-10,2%), região Nordeste (-9,7%), Pernambuco (-8,9%), Rio de Janeiro (-8,5%), Pará (-7,6), Ceará (-6,8%), Paraná (-5,9%) e Goiás (-4,6%).

Na análise trimestral, todos os locais assinalaram taxas negativas no confronto do segundo trimestre de 2009 com igual período de 2008. Em nível nacional, observou-se redução no ritmo de queda na passagem do primeiro trimestre de 2009 (-14,6%) para o segundo (-12,3%). Dez dos quatorze áreas investigadas mostraram o mesmo movimento entre esses dois períodos, com Rio Grande do Sul (de -16,8% para -10,5%), Rio de Janeiro (de -11,4% para -5,6%), Minas Gerais (de -24,2 para -18,7%) e Amazonas (de -19,4% para -14,2%) assinalando os ganhos mais acentuados, enquanto Paraná (de -0,9% para -10,5%) foi o local que mostrou a perda mais acentuada.

Frente a junho de 2008, doze dos quatorze locais pesquisados apontaram recuo, sendo que as taxas negativas oscilaram entre os -25,2%, no Espírito Santo, e -3,2%, na região Nordeste. Com redução acima da média nacional (-10,9%), além do Espírito Santo, destacaram-se Paraná (-16,5%), Minas Gerais (-15,1%), São Paulo (-13,4%) e Amazonas (-11,8%). Os demais resultados negativos foram registrados no Rio Grande do Sul (-9,6%), Ceará (-9,2%), Rio de Janeiro (-7,4%), Santa Catarina (-6,7%), Pernambuco (-5,3%) e Pará (-4,3%). Os locais que registraram acréscimo na produção neste tipo de comparação foram Bahia (2,4%) e Goiás (1,1%), ambos refletindo o desempenho do setor de produtos químicos – o primeiro estado por conta de uma paralisação para manutenção em junho de 2008, e o segundo impulsionado por encomendas especiais no mês de junho deste ano.

Na passagem de maio para junho, oito dos quatorze locais pesquisados assinalaram taxas positivas, já descontadas as influências sazonais. Pará (10,2%), Goiás (7,4%) e Bahia (7,2%) apontaram os avanços mais acentuados. Minas Gerais (3,3%), região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (1,4%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Rio de Janeiro (0,5%) foram os outros locais que avançaram acima da média nacional (0,2%). Entre as seis áreas que registraram queda na produção, as maiores perdas ficaram com Paraná (-9,0%) e São Paulo (-2,0%).

Com a aceleração no ritmo produtivo do setor industrial nos primeiro seis meses de 2009, o índice trimestre contra trimestre imediatamente anterior, ainda na série com ajuste sazonal, mostrou avanço para o total nacional, passando de -7,7%, no primeiro trimestre do ano, para 3,4%, no segundo. Em termos regionais, 13 dos 14 locais pesquisados acompanharam esse movimento, com destaque para os avanços do Espírito Santo (de -12,8% para 6,5%) e de Minas Gerais (de - 10,7% para 7,8%). O Paraná foi o único local que apontou perda de ritmo (de 0,9% para - 6,7%).

AMAZONAS

Em junho, o setor industrial do Amazonas caiu 1,3% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após crescer 12,1% em maio. O índice de média móvel trimestral aumentou 1,0% entre junho e maio, segunda taxa positiva consecutiva, acumulando neste período ganho de 2,6%.

O resultado negativo (-11,8%) na comparação com junho de 2008, a oitava taxa negativa consecutiva, pode ser explicado pelos decréscimos em sete dos onze setores pesquisados, com destaque para as contribuições negativas de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-23,5%) e outros equipamentos de transporte (-32,9%), onde sobressaíram a redução na fabricação de televisores e rádios; e motocicletas e suas peças e acessórios. Por outro lado, os principais impactos positivos vieram de edição e impressão (30,4%) e alimentos e bebidas (10,5%).

Nos indicadores trimestrais, a produção no segundo trimestre de 2009 caiu 14,2% frente a igual período de 2008 e -0,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série ajustada sazonalmente, terceiro resultado negativo consecutivo, período em que acumulou perda de -16,4%. Entre os períodos janeiro-março e abril-junho, sete ramos mostraram melhor desempenho, com destaque para outros equipamentos de transporte, que passou de -48,7% para -32,6%, e edição e impressão (de 1,7% para 17,8%), todas as comparações contra igual período do ano anterior.

O indicador acumulado no ano ficou em -16,8% e o acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde setembro de 2008 (8,3%), atingiu -8,0%.

PARÁ

A produção industrial do Pará cresceu 10,2% em junho na comparação com maio, já descontadas as influências sazonais, após apontar queda por dois meses consecutivos, quando acumulou perda de 9,7%. O índice de média móvel recuou 0,2% em junho e mantém sequência de três resultados negativos, com redução acumulada de 3,4% no período.

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