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Análise da Produção Industrial no Brasil

08.07.2008
 
Pages: 123
Análise da Produção Industrial no Brasil

Em 2006, as 764 maiores empresas industriais (com 1.000 ou mais pessoas ocupadas) representavam 0,5% do universo de 155.057 em atividade e concentravam 60% do valor da transformação industrial1 - R$ 333,3 bilhões de R$ 555,0 bilhões. As informações da Pesquisa Industrial Anual (PIA) - Empresa mostram que essa concentração aumentou entre 1996 e 2006, período em que as maiores empresas cresceram em importância na estrutura produtiva industrial. Pelos resultados da Pesquisa Industrial Anual – Produto, observa-se que 56,8% das vendas de produtos das empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas eram gerados por aquelas que tinham 1.000 ou mais empregados em 2006.

As empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas no país empregavam cerca de 6,8 milhões de pessoas, auferiram receita líquida de vendas da ordem de R$ 1,3 trilhão e registraram, entre salários e retiradas, um total de R$ 118 bilhões, pagando salário médio mensal de R$ 1.343. Em média, cada empresa industrial ocupava 44 pessoas e obteve receita de R$ 9 milhões.


Em 2006, estavam em atividade 3.448 grandes empresas industriais (com 250 ou mais pessoas ocupadas), que representavam 2,2% do universo, empregavam cerca de 50,0% do total de pessoas ocupadas, com uma média de 980 pessoas ocupadas por empresa, pagavam 67,3% do total de salários e retiradas do setor, respondendo por 78,9% do valor da transformação industrial e por 76,7% da receita líquida de vendas.

A produtividade do trabalho2 era de R$ 82 mil para o total da indústria, sendo de R$ 130 mil nas grandes empresas, mais que o triplo do valor da produtividade das pequenas e médias (R$ 35 mil). As empresas com 250 ou mais pessoas ocupadas pagavam, em média, salários mais elevados, 5,3 salários mínimos, o dobro do pago pelas pequenas e médias (2,6 salários mínimos).

O indicador que mede o custo do trabalho3 era de 31,4% para o total da indústria em 2006 e de 27,8% nas grandes empresas, indicando, para estas, uma vantagem competitiva.

O número das grandes empresas industriais era elevado em refino de petróleo e produção de álcool (36,8%) e fumo (15,9%), setores onde respondiam por mais de 95,0% do valor da transformação industrial.

As grandes empresas industriais localizavam-se principalmente nas regiões Sudeste (52,2%) e Sul (25,1%). As demais áreas mostravam as seguintes participações: Nordeste, 12,6%; Centro-Oeste, 5,9%; e Norte, 4,2%. Nas grandes empresas, assim como no total do setor industrial, as maiores fatias do pessoal ocupado e do valor da transformação industrial continuavam concentradas na região Sudeste, com respectivamente 51,2% e 63,4%, bem acima da segunda área mais importante, a região Sul (com 24,5% e 16,0%, respectivamente).

Em relação à produtividade, tanto para o total das empresas quanto para as grandes, as regiões Norte (R$ 144 mil e R$ 237 mil, respectivamente) e Sudeste (R$ 104 mil e R$ 181 mil) estavam acima da média do país (R$ 82 mil).

Dentro do grupo das grandes empresas (250 ou mais pessoas ocupadas), as maiores, com 1.000 ou mais pessoas ocupadas, representavam 22,2%. Frente ao total da indústria, elas correspondiam a 0,5% do universo e detinham as seguintes participações nas variáveis analisadas: 31,9% do total de pessoal ocupado, 55,4% da receita líquida de vendas, 60,0% do valor da transformação industrial e 46,1% dos salários pagos.

Esse grupo das maiores empresas tinha receita média de R$ 973 milhões, produtividade superior (R$ 155 mil) ao do total da indústria (R$ 82 mil) e à das grandes empresas em geral (R$ 130 mil), além do maior salário médio (5,7 salários mínimos). O custo do trabalho era de 25,1%, menor que o observado no total da indústria (31,4%) e no total do grupo das grandes (27,8%).

Empresas com mais de mil pessoas ocupadas ampliam sua importância em dez anos

Em 1996, estavam em atividade 3.168 grandes empresas industriais (250 pessoas ocupadas ou mais). Em dez anos, esse número aumentou para 3.448 (8,8%), crescimento que entre as empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas foi bem mais elevado, alcançando 29,9% (de 588 para 764).

Em relação ao contingente de pessoas ocupadas, o movimento foi o mesmo, com as grandes empresas passando de 2,7 milhões de pessoas em 1996 para 3,4 milhões em 2006, crescimento de 24,9%, enquanto nas empresas com mais de 1.000 pessoas ocupadas o acréscimo ficou em 42,7% (de 1,5 milhão para 2,2 milhões). No período de dez anos, o tamanho médio das empresas industriais4 só se ampliou para o grupo das com 1.000 ou mais pessoas ocupadas (9,8%).

A análise da evolução das maiores empresas confirma o ganho de participação desse grupo na distribuição do pessoal ocupado na indústria ao longo de dez anos, passando de 29,4% em 1996 para 31,9% em 2006. O movimento é semelhante no que diz respeito à participação no valor da transformação industrial, que passou de 48,7% em 1996 para 60,0% em 2006.


Maiores empresas se destacam no refino de petróleo, na extrativa mineral e em celulose

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