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Levantamento do Sistema Firjan mostra aceleração das importações fluminenses

06.12.2007
 
Levantamento do Sistema Firjan mostra aceleração das importações fluminenses

A balança comercial do estado do Rio de Janeiro, em outubro, teve exportações de US$ 1,4 bilhão, 41,5% acima da receita cambial obtida em igual mês de 2006. O petróleo se manteve como principal item da pauta exportadora, com o valor recorde de US$ 1 bilhão no mês e participação de 71% no total exportado.

As importações, por sua vez, foram de US$ 1 bilhão - maior valor da série histórica iniciada em janeiro de 1996 -, com aumento de 38,2% em comparação a igual mês do ano anterior. O comércio exterior fluminense resultou na alta expressiva do saldo comercial de 51,3% frente a outubro de 2006, no valor de US$ 389,5 milhões.

Os dados são do Boletim Rio Exporta, publicação do Sistema Firjan, divulgado nesta segunda-feira, dia 3 de dezembro.

No acumulado deste ano, a velocidade do crescimento das importações, à taxa de 27,4%, superou a das exportações, que foi de 22%. Comportamento semelhante ocorreu nos últimos doze meses encerrados em outubro em relação ao mesmo período de 2006. Pelo segundo mês consecutivo o aumento das importações, de 24%, foi maior do que o das exportações, cuja taxa de crescimento atingiu 20,6%.

A apreciação do real e a recuperação da demanda interna são responsáveis pelo ritmo mais forte no crescimento das compras externas em comparação ao das exportações, no acumulado de doze meses, disse Luciana de Sá, diretora de Desenvolvimento Econômico do Sistema Firjan. Esse movimento já ocorre desde maio de 2006 na balança comercial brasileira. No estado do Rio de Janeiro, no entanto, o processo foi mais lento devido às exportações de petróleo.

Foi ainda o petróleo que promoveu o crescimento do fluxo do comércio externo fluminense a taxas acima da média nacional. As exportações de óleo pesado e a retomada das importações de óleo leve e derivados, especialmente diesel, são responsáveis pelo comportamento diferenciado.

Em doze meses, os montantes acumulados também são valores máximos da série histórica: exportações de US$ 13,5 bilhões e importações de US$ 8,9 bilhões. No acumulado deste ano, as vendas externas fluminenses somaram US$ 11,524 bilhões frente ao mesmo período de 2006 e atingiram US$ 13,54 bilhões nos últimos doze meses encerrados em outubro.

Nos dez primeiros meses deste ano, o estado do Rio de Janeiro importou US$ 7,776 bilhões. Já nos últimos doze meses, as importações do estado alcançaram US$ 8,944 bilhões.

Exportações

As vendas externas da indústria fluminense tiveram recuperação em outubro, com crescimento em quatro dentre os principais setores, ou seja, química, extrativa mineral, material de transporte e indústrias diversas. O resultado foi bem superior ao de setembro, quando apenas material de transporte teve alta, em decorrência da exportação de uma plataforma de petróleo para os Países Baixos.

Dos principais produtos exportados, nos últimos doze meses, além do petróleo que lidera a pauta, todos tiveram alta das vendas, à exceção de óleos combustíveis e gasolina automotiva, com retrações respectivas de 28,4% e 17,7%.

Importações

O crescimento das importações, em outubro, foi elevado em quase todos os principais setores da indústria do estado, com destaque para extrativa mineral, com alta de 99,2% frente a igual mês de 2006, devido ao aumento das compras de petróleo e gás natural. As compras das indústrias farmacêutica, mecânica e metalúrgica também sobressaíram, com expansão de 48,1%, 43,5% e 17,1% no mesmo comparativo.

De janeiro a outubro último em relação ao mesmo período do ano anterior, a maior alta foi da indústria química. A seguir, destacaram-se os setores de material de transporte, mecânico, farmacêutico e extrativa mineral. No acumulado de doze meses, a maior aceleração das compras externas foi da indústria extrativa mineral, que atingiu 13,6%, devido especialmente ao avanço das importações de óleo leve e de diesel.

O crescimento das exportações deste produto corresponde à indicação de que as refinarias brasileiras operam no limite da capacidade de produção, desde 2006. Além disso, o consumo de diesel, no país, tem incentivo do governo, na medida que a alíquota da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) incidente sobre o produto é 75% inferior à da gasolina.

Parceiros comerciais

Os EUA foram o destino da maior parte das exportações do estado do Rio de Janeiro, com compras de US$ 414 milhões, correspondentes à participação de 29,1% da pauta. A seguir, pela ordem, Santa Lúcia, Portugal e Chile foram os países que mais compraram produtos fluminenses, principalmente petróleo e gás natural.

No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, são os EUA novamente o principal parceiro comercial do estado, com participação de 25,9% das vendas, seguidos por Chile, Países Baixos e China.

Quanto à origem das importações fluminenses, em outubro, a maior participação foi da Arábia Saudita, com US$ 290 milhões, equivalentes a 28,1% do total importado pelo estado. Este valor se refere, exclusivamente, a compras de petróleo.

A maior taxa de crescimento em relação a outubro de 2006 foi registrada nas importações feitas à Suíça, com alta acima de 400%, devido ao aumento das compras de elementos e compostos não-petroquímicos ou carboquímicos. A seguir, destacaram-se Arábia Saudita, novamente por conta do petróleo e Espanha, devido principalmente a importações de outros veículos, peças e acessórios.

Fonte: www.firjan.org.br


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