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Brasil: Cresce produção industrial

06.04.2009
 
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Brasil: Cresce produção industrial

Entre janeiro e fevereiro, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente avançaram em nove dos 14 locais pesquisados, com destaque para Bahia (13,7%), Espírito Santo (8,3%), Minas Gerais (5,7%), Paraná (5,7%) e região Nordeste (4,1%), onde o crescimento superou a média nacional (1,8%).

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE - Base: Fevereiro de 2009

Em fevereiro, produção industrial avançou em nove das 14 regiões

Entre janeiro e fevereiro, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente avançaram em nove dos 14 locais pesquisados, com destaque para Bahia (13,7%), Espírito Santo (8,3%), Minas Gerais (5,7%), Paraná (5,7%) e região Nordeste (4,1%), onde o crescimento superou a média nacional (1,8%). Os demais locais com taxas positivas foram Rio Grande do Sul (1,6%), Pará (0,9%), Ceará (0,8%) e São Paulo (0,5%). Entre as cinco áreas com queda de produção, destacaram-se Pernambuco (-5,6%) e Santa Catarina (-4,6%).

Na comparação fevereiro 09/fevereiro 08, entretanto, o único local com aumento de produção foi o Paraná (1,5%), devido ao desempenho positivo do setor de edição e impressão. Nos outros 13 locais pesquisados, todos mostraram quedas de dois dígitos o índice recuou de forma significativa. Entre as áreas com queda superior à da média nacional (-17,0%) estão Espírito Santo (-29,5%), Minas Gerais (-26,0%), Amazonas (-20,8%), Rio Grande do Sul (-20,5%), Santa Catarina (-19,8%), Pernambuco (-17,5%) e São Paulo (-17,5%). Registraram queda, porém inferior à média nacional, Bahia (-10,0%), Pará (-10,2%), Ceará (-10,5%), Goiás (-11,1%), região Nordeste (-12,1%) e Rio de Janeiro (-13,2%).

No acumulado do primeiro bimestre, ocorreu recuo nas 14 regiões pesquisadas. As indústrias do Espírito Santo (-31,4%), Minas Gerais (-27,6%), Amazonas (-22,0%), Rio Grande do Sul (-20,6%) e São Paulo (-17,7%) registraram quedas maiores que a média nacional (-17,2%), devido à redução generalizada na atividade fabril que afeta ramos produtores de bens de consumo duráveis, intermediários e bens de capital. O setor de bens de consumo semi e não duráveis foi relativamente menos atingido.

No acumulado dos últimos 12 meses, o total da indústria recuou 4,1 pontos percentuais nos dois primeiros meses do ano em relação ao fechamento de 2008. No mesmo intervalo de tempo, todas as regiões mostraram perdas, com as reduções mais acentuadas ocorrendo no Espírito Santo (de 5,6% para -1,9), Minas Gerais (de 1,6% para -4,4%) e Amazonas (de 3,9% para -2,2%).

AMAZONAS

Em fevereiro, a produção industrial do Amazonas recuou 2,2% frente ao mês anterior, ritmo menos acentuado que em dezembro (-4,6%) e janeiro (-4,7%). A perda acumulada entre dezembro e fevereiro ficou em 8,5%. A média móvel trimestral se mantém há cinco meses em queda, com perda acumulada de 13,9%.

Em relação a fevereiro de 2008, a retração de 20,8% foi a quarta taxa negativa consecutiva. Dos 11 segmentos analisados, oito contribuíram para o resultado, com destaque para outros equipamentos de transporte (-49,4%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-31,0%) e alimentos e bebidas (-8,4%). As quedas foram determinadas pela retração na fabricação de telefones celulares e televisores; motocicletas e suas peças e acessórios; e preparações em xarope para elaboração de bebidas. Os principais impactos positivos vieram de edição e impressão (18,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (7,2%).

O indicador acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde setembro (8,3%), atingiu em fevereiro a primeira taxa negativa (-2,2%) desde julho de 2007 (-0,7%). No primeiro bimestre do ano, a queda ficou em 22,0%, retração maior que a do quarto trimestre de 2008 (-4,6%).

PARÁ

A indústria do Pará cresceu 0,9% em fevereiro, na comparação com janeiro. É a segunda taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 1,4% em dois meses. Já a média móvel trimestral recuou 1,4% entre fevereiro e janeiro, mantendo a trajetória descendente iniciada em novembro.

Frente a fevereiro de 2008, o recuo de 10,2% significa a menor taxa da série histórica iniciada em 2003. A taxa foi negativa em cinco dos seis segmentos, e a retração foi maior em produtos de madeira (-33,7%) e indústria extrativa (-22,6%), onde sobressaem, respectivamente, minérios de ferro e madeira compensada e serrada. O único impacto positivo veio de metalurgia básica (18,3%).

A taxa acumulada nos últimos 12 meses continua positiva (2,6%). No primeiro bimestre do ano, a queda de 8,8% supera a retração do último trimestre de 2008 (-1,6%). Houve redução em quatro dos seis ramos pesquisados, com destaque para indústrias extrativas (-20,9%) e de madeira (-44,1%).

NORDESTE

Em fevereiro, a produção industrial do Nordeste cresceu 4,1% em relação a janeiro, após avanço de 1,1% em janeiro. A média móvel trimestral, entretanto, recuou 1,3% e prossegue em trajetória descendente desde novembro.

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