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Fragmentos da teoria do capital financeiro na era da biotecnologia

06.04.2008
 
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E a especulação pela especulação, das quatro condições, talvez seja a pior porque acaba por destruir as bases do capital e do trabalho.

O ponto de partida ou os fragmentos para uma teoria do capital financeiro na era biotecnológica se resume a indagar a nós mesmos em que mundo se quer viver: o da previsibilidade relativa ou da incerteza absoluta. Não se pretende “bolar” uma teoria desta bancada de serviço. No máximo, se acaso daqui sair um texto paralelo à cientificidade, o bom senso, já está “de bom tamanho”. É que o preparo filosófico para representatividade do real dispensa o contacto com o mundo prático como se fora uma lente capaz de filmar o concreto na escuridão.

De longe, não se dispõe mesmo deste preparo. O que nos faz recorrer a exemplos. A incerteza absoluta equivale, por exemplo, a não se saber o dia certo em que se recebe o salário. A data em que se apura o juro composto do contrato de aplicação ou mês em que se receberá resultado da venda. Se o sinal de trânsito funciona ou não. Se ao apertar o interruptor a luz irá ou não acender. As mulheres não sabem se têm filhos ou se vão ao trabalho. Se os têm, se os reconhecem oficialmente no cartório civil ou não (No Brasil em 2004, 15% das mães registraram filhos com um ou mais anos de nascidos). Se os registram não sabem onde aconchegá-los durante as suas ausências dos lares.

Segundo o artigo no Jornal de Brasília de 15.3.2008, “Creche: uma questão de política social” por Clemilton Saraiva, “a Ceilândia, cidade satélite do DF, tem uma demanda reprimida de pelo menos 10 mil vagas por creches públicas ou particulares”. De outro lado o político atencioso para com o social faz leis visando dar solução ao problema, a ser financiada por impostos, mas não têm certeza se serão aplicadas. É que na base dessas sobra outro charco de dúvidas relativas ao tamanho da carga tributária nacional. O que os leva mais cedo ou mais tarde à viela contemporânea formada pelos preços, moeda e o emprego. E assim se vão as esperanças da demografia e da produção. Numa crise econômica ou numa guerra as hipóteses de relações humanas, sociais e econômicas extremadas são passíveis de verificação. Não são esses casos-exceção que estão em julgamento.

Desnecessário se dizer que o que se tentou fazer aqui foram conjecturas sobre um provável estado permanente da sociedade. Da economia.

(*) Economista, escritor e colunista do COFECON.

Fonte: www.cofecon.org.br

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