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Fragmentos da teoria do capital financeiro na era da biotecnologia

06.04.2008
 
Pages: 12
Fragmentos da teoria do capital financeiro na era da biotecnologia

Por Carlos Magno

O conceito de elasticidade da procura e a teoria microeconômica foram apurados formalmente em fins do século XIX por Marshall e outros; daí em diante, desenvolveu-se em função do debate econômico iniciado no século XIX e do desenvolvimento do cálculo até o século XIX. Vide o progresso científico proporcionado pelas descobertas de Lagrange. A abordagem total da economia pela oferta e pela procura, por Leontief, tornou-se possível pelo desenvolvimento da Álgebra Linear. Se algum dia o debate e a ação transformarem o conceito do deslocamento do trabalho em uma teoria há que se associar a transformação com o conhecimento elementar da física.

De outro modo, a lição que a história tem ensinado é a de que a ciência econômica se desenvolve a reboque e ao lado do desenvolvimento das demais ciências (exatas e humanas), inclusive a ciência do direito e a da política, sendo estas vigilantes das questões éticas e morais. A propósito, um dos juizes do Superior Tribunal Federal, solicitou recentemente vistas do processo de legalização ou não das pesquisas sobre células-tronco no Brasil. Outro exemplo, o governador de New York, abriu mão do cargo ao ser flagrado em descumprimento com os deveres do contrato conjugal. Não se vai muito longe, a CPI dos cartões corporativos, inaugurada neste inicio de março de 2008 no Congresso Nacional, nada mais é que uma investigação parlamentar sobre fortes indícios de desvios de conduta de administradores públicos. As questões éticas e morais afetam o indivíduo, o cidadão comum, o político e a sociedade logo, afetam a economia.

Não se pesquisou se em algum período da história o impasse da ciência econômica esteve associado ao impasse nas demais ciências em particular da matemática. O que nos parece está ocorrendo nessa quadra da história. Tentarei descrever o que penso sobre o problema da melhor maneira que me é possível descrevê-lo. A fim de ser breve e objetivo, o texto estará circunscrito à teoria do conjunto. É que a economia prática e teórica depende para o seu entendimento da teoria dos conjuntos em suas mais diversas formas de expressão.

Utilizamos no varejo e no atacado os conceitos de arranjo e de combinações sem nos darmos conta de que há um parentesco entre esses e as lições tomadas nos cursos primários, secundários, graduação, pós-graduação etc. A dificuldade presente se resume à dispersão verificada entre os códigos e símbolos da linguagem da economia e os códigos e símbolos da linguagem da teoria dos conjuntos. Uma não entende o que a outra diz. A economia trilha por um caminho não desenvolvido ou não difundido pela teoria dos conjuntos. Para todos os fins, acredito que os pesquisadores da ciência econômica e demais ramos da ciência, encontram-se “no mato sem cachorro”.

As combinações, arranjos e conceitos derivados estão calçados no número fatorial. De outro lado, o entendimento da economia caminha na trilha das partições dos conjuntos cuja base é uma exponencial. Qualquer conjunto acima de dois elementos, a fim de tornar a exposição do argumento mais próxima da praticidade, gerará mais elementos pelo princípio exponencial que pelo princípio fatorial. Um exemplo simplório. O conjunto família e tradicional, pelo princípio fatorial gera dois elementos. O conjunto família e não tradicional, pelo princípio exponencial gera pelo menos quatro elementos. E assim sucessivamente. O que se aplica aos conjuntos famílias deve se aplicar aos conjuntos capitais: agrícola, industrial, comercial e financeiro.

Da dispersão havida entre os caminhos da economia e o da matemática antes descrita, há que se esperar o aquecimento do debate ético e moral no campo jurídico e político em toda parte, se essa dispersão for universal (informalidade, ilegalidade, amoralidade versus formalidade, legalidade e moralidade). Todavia o arrefecimento ocorrerá com a formulação e a prática de uma Teoria dos Preços, da Moeda e do Emprego baseada na partição dos conjuntos. De outro modo, a teoria do capital financeiro pós-fatorial ou da era biotecnológica. Será isso possível?

Quase tudo se torna muito fácil ao entendimento comum se colocarmos o problema nos termos familiares. Gera uma sensação de que se violadas as regras neste campo os demais campos estarão a salvo. É apenas uma sensação porque este interage com os demais campos e os demais campos interagem, tanto em nível de sociedade quanto em nível de universo. Na família tradicional a configuração (Pai, Mãe) era uma verdade para os avós, os pais, os filhos e os netos. Dado o conjunto familiar não tradicional a configuração familiar muda completamente de figura cabendo inclusive o “nada”: ( Pai, Mãe), ( Pai), ( Mãe), ( Sem Família).

Partindo-se do pressuposto da interação voluntária ou involuntária; consciente ou inconsciente, dos campos sociais, seria o mesmo que se perscrutar o futuro de uma sociedade onde a produção poderia ser efetivada a partir do (Capital, Trabalho), (Capital), (Trabalho), (Especulação pela Especulação), sendo a especulação, representativa da condição (sem trabalho e sem capital). Sem o trabalho, apenas de capital, tenderíamos para a sociedade sem a troca comercial, sem meios de estabelecer os preços das mercadorias desprovidas de valor. Sem o capital, a história retorna à sociedade pré-renascentista. Sem qualquer compromisso com a ciência. O elemento abandonado não se conta.

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