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Produção industrial cresce 1,7% em setembro

05.11.2008
 
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Produção industrial cresce 1,7% em setembro

Alta compensa a retração de agosto (-1,2%), na série com ajuste sazonal. O setor de máquinas e equipamentos (9,0%) deu a maior contribuição para a média global. Houve crescimento de 9,8% em relação a setembro de 2007. No ano, a indústria acumula alta de 6,5%, e o acumulado nos últimos doze meses para setembro (6,8%) superou o de agosto (6,4%).


Em setembro de 2008, a produção industrial cresceu 1,7% frente a agosto, na série livre de influências sazonais, mais que compensando a queda de 1,2% observada no mês anterior. Em relação a setembro do ano passado o setor avançou 9,8%, resultado mais elevado desde abril (10,0%). Com isso, o acumulado janeiro-setembro ficou em 6,5%, superior ao acumulado até agosto (6,0%). O acumulado nos últimos doze meses (6,8%) também acelerou frente ao resultado de agosto (6,4%). No fechamento do terceiro trimestre de 2008, houve avanço tanto frente a igual período de 2007 (6,7%), como em relação ao trimestre imediatamente anterior (2,7%), na série ajustada sazonalmente.

O aumento ocorrido de agosto para setembro (1,7%) foi generalizado, alcançando vinte dos vinte e sete ramos, e a maior contribuição sobre a média global veio de máquinas e equipamentos (9,0%), após a acomodação registrada no mês anterior (-0,2%). Também foram relevantes os desempenhos de edição e impressão (8,4%), refino de petróleo e produção de álcool (3,3%), alimentos (1,5%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (9,5%). As principais pressões negativas vieram de outros produtos químicos (-2,3%) e metalurgia básica (-1,7%).

Por categorias de uso, ainda na série com ajuste, a maior alta foi de bens de capital (3,7%), que reverteu o recuo (-0,5%) do mês anterior. Nas demais categorias de uso, os resultados foram: bens de consumo semi e não-duráveis (1,5%), que volta a crescer após a queda (-0,3%) de agosto; bens de consumo duráveis (0,4%); e bens intermediários (-0,1%) que praticamente repete o patamar do mês anterior.


Média móvel confirma tendência de alta Em setembro, o índice de média móvel trimestral confirmou a tendência de expansão da indústria, iniciada em janeiro, com avanço de 0,6% do trimestre encerrado em agosto para o terminado em setembro.

Entre as categorias de uso, a média móvel trimestral também cresceu, com claro destaque para bens de capital (1,6%), em alta pelo quarto mês consecutivo, acumulando 7,6% nesse período. O setor de bens de consumo semi e não-duráveis (0,4%) manteve-se em alta pelo quinto mês consecutivo, acumulando expansão de 3,3% nesse período. Já os segmentos bens de consumo duráveis (-1,0%) e bens intermediários (-0,3%) interromperam três meses consecutivos de crescimento.


Em relação a setembro de 2007, houve altas em 25 das 27 atividades No confronto com setembro de 2007, o aumento de 9,8% da indústria foi generalizado, alcançando vinte e cinco das vinte e sete atividades e todas as categorias de uso. Vale mencionar os três dias úteis a mais em setembro deste ano, frente a 2007. As altas que mais influíram foram: veículos automotores (20,1%); máquinas e equipamentos (21,4%); farmacêutica (29,6%); e outros equipamentos de transporte (44,4%).

Nesses ramos, os principais impactos vieram não só de itens tipicamente associados aos bens de consumo duráveis (como automóveis, motocicletas e eletrodomésticos), mas também alguns relacionados aos bens de capital (máquinas para colheita, aviões e caminhões). A amplitude do crescimento também foi confirmada pelo índice de difusão : dos 755 produtos pesquisados, 65% tiveram altas em seu volume de produção, enquanto em agosto as altas ocorreram em 48% deles.

Ainda em relação a setembro de 2007, bens de capital (25,8%) e bens de consumo duráveis (14,9%) mantiveram ritmo bem acima da média global da indústria (9,8%). No primeiro segmento, ampliou-se o ritmo de crescimento em todos os subsetores, com claro destaque para equipamentos de transportes (41,9%), vindo a seguir bens de capital de uso misto (10,5%), bens de capital para fins industriais (16,9%) e bens de capital para energia elétrica (25,5%). No setor de bens de consumo duráveis , que tem forte encadeamento interindustrial, vale destacar, além do avanço da indústria automobilística (15,7%), a maior produção de eletrodomésticos (13,1%), que reflete a performance favorável de seus três subsetores: “linha marrom” (13,4%), “linha branca” (11,2%) e outros eletrodomésticos (23,9%).

A produção de bens intermediários avançou 6,6% frente a setembro de 2007, com os principais impactos positivos vindos dos produtos associadas às indústrias extrativas (9,7%), minerais não-metálicos (17,5%), celulose e papel (15,1%), metalurgia básica (7,6%) e veículos automotores (13,1%). A maior pressão negativa veio de alimentos (-6,7%), justificada principalmente pelo recuo no item açúcar cristal .

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