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Crise americana do “subprime” não afeta a economia do Brasil

04.10.2007
 
Crise americana do “subprime” não afeta a economia do Brasil

A crise americana do “subprime” não afeta a economia do Brasil mesmo em que insista o governo, basta examinar o fluxo cambial de setembro para verificar que não estamos imunes às perturbações internacionais: o fluxo foi negativo em US$ 3 milhões e é a primeira vez, desde dezembro de 2006, que isso acontece. No mês anterior, havia se registrado um fluxo positivo de US$ 6,841 bilhões, o que permite avaliar o impacto da crise que foi maior no início do mês (até 19 de setembro o fluxo era negativo em US$ 1,041 bilhão) e apresentou uma melhora depois, segundo o Estado S.Paulo.

Foi no segmento financeiro que se registrou uma situação especialmente ruim, com um resultado negativo de US$ 1,983 bilhão, ante um saldo positivo de US$ 39 milhões no mês anterior. Foram afetados, sobretudo, os ingressos de recursos, com queda de 17% em relação a agosto, enquanto as saídas diminuíam em apenas 10,1%. Esse resultado foi conseqüência dos bancos estrangeiros terem restringido sua oferta de recursos aos países emergentes, ao mesmo tempo que os países emergentes optavam por recorrer às suas próprias reservas para cobrir suas necessidades, em vista da elevação dos juros internacionais. Essa situação deverá perdurar por alguns meses até que a liquidez internacional volte ao normal.

Talvez mais importante foi que o fluxo comercial ficou positivo, em apenas US$ 1,980 bilhão, ante US$ 6,880 bilhões em agosto, evolução que reflete a valorização do real no mercado cambial e uma desaceleração da economia mundial. O câmbio para exportação apresentou queda de 27,3% em relação a agosto (sem esquecer que houve quatro dias úteis a menos em setembro), e as operações para importação apresentaram um crescimento de 1,9%. É interessante que a relação entre os dados do fluxo cambial e os da balança comercial foi de 114% em agosto e de 88% em setembro, e, no caso da importação, respectivamente, de 89,4% e 98,6%, indicando que os importadores se apressaram em fechar o câmbio temendo uma desvalorização.

Cumpre finalmente notar que a posição comprada de câmbio dos bancos terminou setembro em US$ 1,772 bilhão, ligeiramente maior que US$ 1,723 bilhão do mês anterior, mostrando que as operações de arbitragem vão aumentar. Os dados de setembro não preocupam, no entanto, no que se refere ao resultado do balanço de pagamentos: nos nove primeiros meses do ano o fluxo cambial foi positivo em US$ 60,2 bilhões.


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