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Programa «Via Aérea» da tevê uruguaia na feira FEBRATEX 2010 de Blumenau

03.08.2010
 
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Programa «Via Aérea» da tevê uruguaia na feira FEBRATEX 2010 de Blumenau

A valia do famoso jornalista da tevê uruguaia, Daniel Bianchi com três decênios mostrando sua cara na telinha fez que a FCEM, organizadora da maior feira de maquinaria têxtil da América – Febratex 2010 - convidasse essa camarinha em Blumenau de 10 á 13 de Agosto. O programa «Via Aérea» da Televisão Nacional do Uruguai vai refletir na prévia e após o evento tudo quanto estiver acontecendo e você pode acompanhar mergulhando no site do canal 5 de Montevidéu.

PRAVDA: Fora que no Uruguai não precisa apresentação nenhuma, os leitores lusófonos estão querendo conhecê-lo? Inícios da carreira? Nasceu em Fray Bentos? Hoje no Jornal Meio dia da Rádio CX 12 – Oriental?

BIANCHI: Nasci na cidade de Fray Bentos, no Departamento (Estado) de Río Negro, acima da beira do Rio Uruguai na divisa com Argentina. Desde moleque, estudante ainda,fiquei atraído pelos meios de imprensa. Essa forma intrínseca da adolescência me impulsionou nas primeiras experiências nas rádios-emissoras locais. Desde os meus inícios extremamente românticos até o presente na tevê e na rádio da capital aconteceram muitos fatos marcantes. Engatinhei no ambiente profissional na cidade de Mercedes (Depto. de Soriano, apenas 23 km da minha cidade natal), logo foi a vez de Montevidéu nas rádios CX 22 - Universal, CX 30 - Nacional, CX 26 - Sodre e CX 20 – Montecarlo. Também fui correspondente de vários meios de imprensa do continente Latino-Americano e da Europa.

Hoje, sou Diretor do Programa da tevé «Via Aérea», no Canal 5 que atinge o país todo – Televisão Nacional do Uruguai e o Depto. de Notícias de Rádio Oriental de Montevidéu, uma das emissoras com histórico mais importante no dial uruguaio. Também sou responsável de um programa – tipo magazine – apontando no ambiente empresarial, intitulado «Café com FM» na emissora FM del Sol da capital. Acho importante salientar que em cada um dos ambientes que acabei desenvolvendo minha tarefa tenho ganho amigos que na grande maioria dos casos continuamos mantendo esse relacionamento de amizade sendo parte de um processo de aprendizagem e progresso constante. Um convívio legal e conhecimento aplicado á prática da comunicação são instruções básicas – no mínimo no meu caso – para se aproximar nisso tão frágil que se chama felicidade.

P: Os inícios foram no Canal 4 – Monte Carlo TV de Montevidéu, como jornalista do telejornal desde o estúdio ganhando muita experiência até que conseguiu virar independente e trabalhar de mãos dadas com a coletividade espanhola no Uruguai, não é? Nome do programa?

BIANCHI: Falou. O programa intitulou-se «A Espanha de hoje» e logo mudou para «Espanha Vale». Esse programa foi o veículo para entrar em contato com a coletividade espanhola no Uruguai, que tem muito a ver com o progredir da vida deste país, de jeito específico na vida sócio-econômica atual. Foi este programa que me fez viajar pela Espanha toda (as grandes cidades e até os povoados), montando matérias e reportagens que pesquisaram e aprofundaram nesse convívio dos espanhóis e os antepassados. Surgiram inúmeras dicas, fatos, descobrimentos dos costumes, dia-a-dia e até reviravoltas na linguagem. Fora o alvo humano desse projeto jornalístico, também foi plataforma de divulgação de parcerias empresariais, oportunizando negócios binacionais.

Me sinto parte da coletividade espanhola no Uruguai (o sobrenome da mãe é Villalba, castelhano da gema) bem como os italianos também deixaram seu carimbo com o Bianchi. Uruguai é um país diluviano, criado por pessoas que nasceram nas barrigas dos navios, segundo um poeta. Isso aí é que nós somos, tendo até semelhanças com o resto dos países da região.

P: A camarinha o levou pelo mundo inteiro. Quais foram seus destinos marcantes? O que conhece do Brasil? Quais foram as cidades que visitou como jornalista?

BIANCHI: Não da para dizer que uma pessoa conhece um país por ter ficado uns dez dias lá Para conhecer um povo temos que sonhar nessa língua que ele curte. Só daria para ficar atentos de olhos bem abertos para descobrir que no final somos bem mais semelhantes do que a gente acha. As distâncias são resultado das culturas desses povos, aprofundando no nos genes humanos. Embora, as valias e desvalias são semelhantes e falam uma linguagem idêntica. Tenho conhecido lugarzinhos maravilhosos, como o caso desta África do Sul que acabou de sediar a Taça do Mundo de Futebol 2010, resgatada desse cruel racismo pelo grande Nelson Mandela. Visitei Argélia alcançando até os próprios barracos no Saara, Marrocos, as Ilhas Canárias, a primavera eterna de Portugal e sua magia, os países andinos, o México desconcertante, Cuba e o cativante Brasil, que é um país continente pela sua própria diversidade. A gente tem viajado bastante lá mas temos sempre mais algum cantinho aconchegante para descobrir...a partir da Amazônia, o Nordeste, descendo pela beira atlântica até o sul dos imigrantes..quanto riqueza focado desde qualquer angular possível».

P: Brasil vai ser quinta potência econômica do mundo no decênio que acabou de iniciar. Será que os vizinhos do continente precisamos ter contato estreito com o Brasil nos próximos anos?

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