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Petróleo e Gás - Furtadores de colarinho-branco

03.04.2016
 
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Fora qualquer um o denunciante e poderíamos duvidar da capacidade de ser verdadeiro quando faz as acusações que relataremos a seguir. Só que o denunciante é ninguém menos que Craig John Murray, 58 anos, ex Embaixador britânico no Uzbequistão, ex Reitor da Universidade de Dundee, autor, comentarista de rádio e televisão e ativista de direitos humanos. 

Por José Farhat - Presidente do ICArabe

A acusação não é nova, ela foi publicada no blog de Murray em 21 de fevereiro de 2013, mas como tudo o que diz respeito aos crimes de Israel, raramente merece uma linha na imprensa, qualquer uma delas.

As acusações, em síntese, são: Israel concedeu direitos de exploração de petróleo no interior da Síria, no planalto do Golan, à Genie Energy. Os diretores executivos da Genie Energy Ltd., uma empresa sediada em Newark, New Jersey, nos Estados Unidos. Além de seus interesses em gás de xisto em seu país de origem, a Genie tem o essencial de suas atividades na Mongólia e em Israel, explorando petróleo de xisto em Israel, essencialmente no planalto do Golan, território sírio sob ocupação ilegal. Fundada e atualmente presidida por Howard Jonas, a diretoria executiva da Genie não é importante quando comparada com a composição de seus maiores acionistas e membros de seu conselho de administração formado por: Dick Cheney, ex-vice-presidente dos Estados Unidos na era George W. Bush, quando sua companhia, a Halliburton Company, foi a maior beneficiária da ocupação do Iraque por ganhar sem concorrência os contratos de manutenção de atividades petrolíferas; Jacob Rothschild, 4º Barão Rothschild, Rupert Murdoch, magnata da imprensa e dono da Fox News Channel e da News Corporation, James Woolsey, ex diretor da Central Intelligence Agency (CIA), Larry Summers, antigo Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, e Bill Richardson, ex Embaixador estadunidense nas Nações Unidas e Secretário de Energia de seu país. Esta a composição de seu corpo diretor, conforme declaração à imprensa, em 2010, pela própria Genie.

Para que se tenha claro o objetivo da Genie, quando é comparada a declaração do presidente de uma de suas subsidiárias ao afirmar que "o sucesso da Genie conta com o profundo conhecimento acumulado no ramo de petróleo e gás e nos mercados financeiros, algo que Rothschild e Murdoch têm e são conhecidos nesses meios, tornando a contribuição deles muito valorosa e garantidora do sucesso que poderá transformar os objetivos futuros de Israel, do Oriente Médio e dos aliados dos Estados Unidos através do mundo". 

Aí é que entra o argumento principal de Murray, no artigo que publicou em seu blog, quando afirma que "Israel pretender explorar reservas minerais no planalto ocupado do Golan é totalmente ilegal de acordo com a lei internacional" e vai além, lembrando que o Japão foi condenado com sucesso por Cingapura, diante da Corte Internacional de Justiça, por explorar as reservas petrolíferas de Cingapura durante a II Guerra Mundial, contrariando a Lei internacional que permite à potência ocupante operar poços de petróleo que estivessem previamente funcionando e operando pela potência soberana, mas proíbe terminantemente à potência ocupante cavar novos poços, o que é a situação que se apresenta agora no Golan.

Israel tentou cavar novos poços no Golan uns vinte anos atrás, lembra Murray, mas foi forçado a recuar diante da forte reação do governo sírio, que ganhou apoio diplomático, inclusive dos Estados Unidos. Porém, como sempre, Israel voltou à carga agora tirando proveito da atual preocupação da Síria com a guerra civil na qual se encontra, há cinco anos, fato que foi criado e é alimentado por nada menos que os Estados Unidos e seus aliados, entre os quais se encontra o estado sionista. Talvez o último bombardeio israelense dentro do território sírio tenha a ver com o petróleo e o gás do Golan; conclusão esta sugerida por Murray.

Para a Síria, o que importa é que está vencendo a guerra e, uma vez terminada, haverá uma solução para todos os problemas, inclusive os do Golan. A Palestina e o Líbano se juntarão também à Síria, pois os três países árabes têm os mesmos problemas com o roubo descarado de petróleo e gás nas áreas de sua soberania nas profundezas do Mediterrâneo.

 

 


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