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Brasil: Análise do sector de serviços

01.08.2008
 
Pages: 12
Brasil: Análise do sector de serviços

A Pesquisa Anual de Serviços (PAS 2006) estima que atuavam no setor de serviços não-financeiros 958.290 empresas, que alcançaram R$ 278,2 bilhões em valor adicionado e R$ 501,1 bilhões em receita operacional líquida, empregaram cerca de 8,2 milhões de pessoas, cujos salários, retiradas e outras remunerações totalizaram R$ 95,1 bilhões. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio geraram a maior receita operacional líquida do setor (149,7 bilhões), enquanto o segmento de serviços prestados às empresas obteve a maior participação no valor adicionado (R$ 80,3 bilhões). Os serviços prestados às empresas foram o principal segmento, em termos de pessoal ocupado (3 milhões de ocupados) e salários, retiradas e outras remunerações (R$ 31,6 bilhões).

A PAS revela, também, que entre os anos de 2000/2006, a participação das grandes empresas1 no total do valor adicionado2 do setor de serviços não-financeiros aumentou, passando de 48,5% para 50,7%, impulsionadas pelo crescimento no segmento de serviços prestados às empresas. Dentro deste segmento, a atividade de seleção, agenciamento e locação de mão-de-obra temporária apresentou as elevações mais expressivas dentre as grandes empresas. Por outro lado, as grandes empresas do segmento de serviços de informação e do segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentaram queda de participação em quase todas as variáveis econômicas. Em relação ao tamanho médio das grandes empresas, na comparação 2000/2006, tiveram destaque as reduções nos segmentos de transporte aéreo (de 4.073 para 2.395 pessoas ocupadas em média por empresa) e correio e outras atividades de entrega (de 12.193 para 7.541 pessoas ocupadas em média por empresa).

A PAS representa a principal fonte de dados sobre a estrutura dos serviços empresariais não-financeiros no país, com detalhamento por unidade da federação, fornecendo informações sobre número de empresas, pessoal ocupado, salários, valor adicionado e receita operacional líquida de empresas que atuam em sete segmentos: serviços prestados às famílias; serviços de informação; serviços prestados às empresas; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; atividades imobiliárias e de aluguel de bens móveis e imóveis; serviços de manutenção e reparação e outras atividades de serviços. A PAS 2006 traz, ainda, uma análise específica sobre as empresas de serviços não-financeiros de grande porte, já que estas representavam naquele ano 54,7% da receita operacional líquida, 50,7% do valor adicionado e 39,3% do pessoal ocupado no setor de serviços, bem como as transformações estruturais dessas grandes empresas no período 2000/2006.

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio geraram a maior receita operacional líquida do setor de serviços não-financeiros: R$ 149,7 bilhões (29,9%), seguido por serviços de informação (28,7%) e serviços prestados às empresas (21,5%). O segmento de serviços prestados às empresas obteve a maior participação no valor adicionado: R$ 80,3 bilhões (28,9%). Os serviços de informação e transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio, com participações de 24,5% e 25,4% do total, respectivamente, também destacaram-se nesta variável econômica, em 2006. Os serviços prestados às empresas foram o principal segmento, em termos de pessoal ocupado e salários, retiradas e outras remunerações, totalizando aproximadamente 3 milhões de ocupados (36,2%), que receberam em salários, retiradas e outras remunerações R$ 31,6 bilhões (33,2%). Em relação ao número de empresas, o principal segmento era o de serviços prestados às famílias, com 308 mil empresas (32,2% do total), em 2006, seguido por serviços prestados às empresas (23,4%).


Serviços de alimentação geraram a maior parte da receita do segmento de serviços prestados às famílias

Os serviços prestados às famílias são atividades destinadas ao consumidor final, que incluem os serviços de alojamento, alimentação, serviços culturais e recreativos, serviços pessoais e atividades de ensino continuado. Neste segmento, serviços de alimentação (que inclui restaurantes, bares, lanchonetes e fornecimento de alimentação pronta) foi a atividade mais importante em geração de receita (R$ 29,3 bilhões ou 63,7% do total) salários, retiradas e outras remunerações (59,6%), pessoal ocupado (64,5%) e número de empresas (68,9%). Havia, em média, 6 pessoas ocupadas por empresas nos serviços prestados às famílias, em 2006. Neste segmento, as empresas de alojamento apresentaram um porte elevado, acima da média do total das atividades de serviços prestados às famílias, com 11 pessoas ocupadas por empresa. As atividades recreativas e culturais, por sua vez, apresentaram resultados acima da média para os indicadores de salários médio mensal (2,0 salários mínimos) e produtividade (R$ 21,8 mil).


No segmento de serviços de informação, as atividades de informática destacaram-se com a maior participação no número de empresas (81,7%), pessoal ocupado (63,3%) e salários, retiradas e outras remunerações (55,4%). Telecomunicações, com uma receita operacional líquida de R$ 88,8 bilhões, em 2006, foi a atividade com maior participação na receita do segmento (61,7%). O setor também se destacou com 38 pessoas ocupadas por empresa, contra 9 para o total das atividades de serviços de informação, produtividade (R$ 430,6 mil) e salário médio (9,8 salários mínimos), enquanto para o segmento estes indicadores foram R$ 125,3 mil e 6,3 salários mínimos.

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